Storytelling e Narrativas

Storytelling

Posted on 07/10/2013 by 

Um aluno do Curso de Extensão, Eduardo Henrique Monteiro Oliveira, administrador profissional, chamou-me a atenção sobre a educação corporativa através do storytelling. Disse-me que “os psicólogos afirmam que o ingresso em mundo fictícios alteram radicalmente a maneira como a informação é processada, pois as histórias baixam nossa guarda intelectual — que emerge quando lemos [ou vemos] argumentos factuais que nos deixam críticos ou céticos. Assim, nos deslocam para um plano emocional que faz essas defesas se enfraquecerem“.

Fui pesquisar na web para ver de o que se trata. Achei: Como o Cinema pode inspirar as Empresas? Percebi que há muitos pontos comuns com a experiência interdisciplinar que tenho feito, intuitivamente, via Economia no Cinema.

Em poucas palavras, trata-se de contar histórias. Nossos ancestrais já tinham esse hábito, quando, à noite, os velhos sábios se reuniam com os jovens em volta de fogueiras e falavam do conhecimento adquirido pelos antecedentes. Era a forma de transmissão oral de um saber. Visava a perpetuação de práticas e conhecimentos necessários à sobrevivência da comunidade.

O que hoje é chamado de storytelling, na prática de Educação Corporativa, busca garantir que o empregado da empresa não somente entenda o que está por trás da história empresarial, mas que se conecte com qualquer parte daquela narrativa, passando a fazer parte do enredo de alguma maneira. No caso, contar histórias não é apenas entretenimento, mas sim a gestão do conhecimento ou a divulgação da cultura da empresa. Eu, por exemplo, poderia contar várias histórias de bancos!

A primeira grande vantagem de se utilizar histórias de sucesso em uma empresa, sejam elas baseadas na vida de fundadores ou gestores da organização, é que elas carregam os valores, princípios éticos e fundamentos norteadores para o futuro de uma empresa. A formação técnica das pessoas não cabe ao storytelling. Esta trata da necessária formação cultural e estratégica. O que se busca com essa prática é traçar os cenários de mudanças, priorizando atitudes e formas de encarar situações complexas ou mesmo novos direcionamentos estratégicos nas empresas.

A “jornada do herói”, típica em todos os roteiros cinematográficos, aparece também nessas narrativas. Conta-se o que ocorreu em outros tempos difíceis, através da postura diferenciada do líder empresarial diante dos maiores desafios.

Muitas histórias contadas nas empresas referem-se aos fundadores em conjunturas muito diferentes. “Isso pode ser um fator negativo, caso a história não seja bem contada ou bem contextualizada. O que importa não é o tempo ou o personagem, até porque diferem em muito do momento atual. Importa sim como a história é contada e direcionada para o momento presente, enfatizando-se as lições, valores, princípios éticos, morais e atitudes dos personagens em questão. O que precisa ficar para os colaboradores é a representação simbólica e coletiva do legado desses personagens, como forma a impulsionar uma mudança de postura.”

Para evitar a personalização e/ou mitificação do patrão, não seria melhor contar estórias através do cinema? Qual seria o critério de seleção dessas estórias a serem contadas ou mostradas? Existe um método para o storytelling na educação?

Para qualquer situação em que se utilize o storytelling com finalidade educacional, é preciso que os eventos se desencadeiem de forma lógica e que seja deduzida uma “moral da história”. Após contar uma estória através da exibição de um filme, cabedestacar alguns pontos:

  1. Contexto histórico;
  2. Ação de quebrar rotinas, mudar cenários;
  3. Eventos de impacto que representaram mudança de trajetória para os protagonistas;
  4. Exame do personagem carismático que anseia pela conquista de algo, gerandoidentificação na plateia;
  5. Destacar o personagem antagonista e os obstáculos enfrentados, pois oprotagonista “heroi” sempre luta contra algo ou alguém: um outro personagem vilão, movimentos coletivos insurgentes, ou mesmo obstáculos de natureza fortuita;
  6. Contextualizar, claramente, o conflito histórico;
  7. Da disputa do protagonista com o antagonista, é preciso que se configure umcenário de tensão, levando o conflito até o ouvinte ou o espectador, fazendo-o ficar atento e envolvido com a história;
  8. Ordenar de forma lógica a história, de maneira que o começo, o meio e o fim geram sentido para o ouvinte ou espectador.

A aplicação do storytelling em Educação é um tipo de influência sobre modelos mentais preconcebidos. Possui poder de persuasão para transmitir conhecimentos. É um processo de transferência ou troca de conhecimentos e produção de sentido para as pessoas. Os meios virtuais como portais de educação, blogs, redes sociais e outros similares, tão marcantes nos tempos atuais, também podem e devem ser apropriados nesse processo.

Contar histórias é ancestral e fundamental para alcançar a geração nativa digital. Para os gestores e os professores, é uma nova habilidade a ser aperfeiçoada. Possuir a arte da narração é uma competência determinante para a liderança de um grupo de colaboradores ou uma turma de alunos.

Existem pessoas que já tem uma habilidade natural para contar histórias. Certamente, terão mais facilidade ao encarar o storytelling como ferramenta estratégica de gestão do conhecimento. Porém, para aqueles que não possuem essa habilidade, é preciso que hajaformação e treinamento para contar histórias que vão garantir a sobrevivência de suas empresas ou bom êxito da tarefa educacional.

Fonte: Ubirajara Neiva (Gestor de Educação Corporativa): http://www.e-lead.com.br

“Ao tentar comunicar uma nova ideia para uma audiência cética, descobri que as virtudes de precisão, rigor e transparência não estavam funcionando. Tendo passado a vida toda acreditando no sonho da razão, fiquei pasmo ao ver que uma história contada apropriadamente tinha o poder de fazer o que um estudo analítico rigoroso não conseguia: comunicar uma estranha ideia nova com facilidade e de forma natural, motivando rapidamente as pessoas a agirem com grande entusiasmo”, afirma Stephen Dennings, autor do livro “O poder da narrativa nas organizações”.

“Existem vários modos para a criação de narrativas, utilizando diferentes mídias como suporte. Mas, no contexto organizacional, o objetivo não é criar uma narrativa de vanguarda, mas algo com uma estrutura lógica e linear”.

Há cinco pontos essenciais que toda boa estória precisa ter:

1 – Uma situação extraordinária ou quebra de rotina. Algo que vai fazer a personagem principal deixar o cotidiano para realizar um feito épico.

2 – Um ou mais personagens. Pessoas que irão à busca de algo além do comum. O personagem principal deve ser alguém com quem o público possa se identificar.

3 – Um antagonista. Uma situação, pessoa ou grupo que irá fazer frente ao personagem principal e tentar impedir a todo custo o seu avanço.

4 – Sentimentos. Para mexer com a emoção das pessoas, a história deve ser como uma música, misturando momentos de calmaria, tensão, alegria e melancolia.

5 – Roteiro. A estrutura é essencial para que a história não perca de vista o seu propósito.O roteiro deve ter começo, meio, clímax e fim, intercalando momentos que darão sentido à narrativa.

http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2013/10/07/storytelling/#comment-25836

Prezado Fernando,
Essa história de contar história é cativante, assunto para “Mil e uma noites”, ou como diria Paul Feyerabend, “Adeus Razão”.
Esse artigo de ontem de John Hagel, procura distinguir a pequena diferença entre contar história e narrativas no campo empresarial, interessante, assim como o vídeo dele que procura associar a questão profissionalismo e paixão. O cara é figura conhecida, mas seu histórico, é da Califórnia e morou na adolescência na Venezuela.
Sds,

The Untapped Potential of Corporate Narratives

At a time when we’ve all become obsessed with the power of story-telling, I’ve become increasingly focused on the missed opportunity to harness the much greater power of narratives, especially for institutions. In a time of mounting performance pressure and growing uncertainty, narratives will make the difference between institutions that crumble and institutions that grow stronger.

Yes, yes, I know that most of us use these two terms interchangeably – stories and narratives are viewed as the same thing. But I draw two critical distinctions which I’ve developed in more detail elsewhere (my early thinking on this topic is available in a blog and a SXSW talk).

Stories versus narratives

To recap, here are the distinctions. First, stories are self-contained – they have a beginning, a middle and an end. Narratives on the other hand are open-ended – the outcome is unresolved, yet to be determined. Second, stories are about me, the story-teller, or other people; they are not about you. In contrast, the resolution of narratives depends on the choice you make and the actions you take – you will determine the outcome.

Everyone is captivated by the emotional power and engagement of stories and it’s true, they have enormous power. But to understand the much greater power of narrative, I point out that throughout history, millions of people have given their lives for narratives. Every successful social movement in history has been driven at its core by a narrative that drove people to do amazing things, whether it’s the Christian narrative, the American narrative or the Marxist narrative. Narratives have an extraordinary power of pull.

Narratives are relevant at multiple levels – they can shape our lives, our institutions and the social arenas that surround us. I’m going to focus here on narratives at the institutional level, especially companies.

The pseudo-narrative

When I talk to executives about narrative, I tend to get puzzled looks – why are we talking about narratives? We have a business to run, profits to make and competitors to keep at bay. A few times, executives will proudly announce their company has a narrative: it had very humble beginnings, overcame enormous obstacles, accomplished great things and has the potential to do much more.
Alas, I point out that this so-called “narrative,” so common to many companies, is about themselves. It’s not about the people they are trying to reach and move. It’s not really a narrative – at best, it’s an open-ended story.

Examples of corporate narratives

Very few companies have in fact developed powerful narratives. One of the best, in my mind, is Apple. Their narrative is condensed into the slogan, “think different.” Unpack the narrative and it goes something like this: there’s a new generation of technology that for the first time in history has the potential to free us from the constraints and pressures to fit into mass society and that makes it possible for us to express our unique individuality and achieve more of our potential. But this is not a given – it depends on one thing: you have to think different. Are you willing to do that?

Apple’s narrative is about us and what we need to do; it’s not about Apple. Of course Apple epitomized what it meant to think different. Certainly, if you go back to its two founders – Steve Jobs and Steve Wozniak – it’s hard to find two individuals who more epitomized what it means to think different. Given the power of this narrative, it’s not surprising that Apple has generated a quasi-religious movement around its products and services.

Just briefly, one other powerful example of a corporate narrative is Nike’s – once again, condensed into a powerful slogan: “Just do it.” Unpack the slogan and a narrative begins to emerge. You’re surrounded with distractions and time pressure, but you have an opportunity to break personal barriers and achieve new levels of physical fitness and health. Others have shown that it’s possible to overcome perceived limits to human performance with determination and perseverance. Sure, it’s hard work and there’s going to be a lot of challenges along the way. In the end, though, the quest to become your personal best is filled with beauty, drama, moral uplift and fun. But, to get started on this journey, you need to “just do it.” Will you?

I give these example and they resonate among executives. But I still find them skeptical about what narrative could do for them and their companies. So, I’m going to explore here the specific benefits that narratives can provide to companies and why I believe narrative is becoming so much more powerful in our evolving global business economy.

Differentiation

In a world characterized by an expanding array of options competing for attention, a powerful narrative can differentiate – it can help a company to stand out from the crowd in a powerful and sustainable way. Narratives are by definition a long-term, sustaining call to action. They far outlive any individual product or service offering (although of course the evolving product or service offerings must be consistent with and reinforce the narrative). More importantly, the differentiation is based on a deep understanding of what drives the people a company is trying to reach and taps into a powerful unmet need that these people have. It’s a far more powerful differentiation than the features and functions of a product.

Leverage

A narrative can mobilize people outside the company to act in ways that support and reinforce the goals that a company is trying to achieve. In a time when performance pressure is mounting and resources are becoming more limited relative to needs, a narrative can mobilize resources from a broad array of participants that can amplify the efforts of the company. Think of the community of application developers around Apple that are driven to support their platform, at least in part because of their narrative.

Distributed innovation

We live in a rapidly changing world where even the smartest of us no longer have all the answers. We need to tap into a much broader community of expertise and capability to help us come up with the next wave of insight, practices and products. A powerful narrative can focus a much broader community on an exciting opportunity that can spur innovation in very unexpected directions. For example, what would it take to help people to “think different”? A rich and diverse collection of application developers are deeply engaged in figuring this out and coming up with a growing array of innovative apps. Narratives encourage people to take initiative – properly framed, they can unleash a wave of experimentation, tinkering and exploration that can lead to accelerated learning and breakthrough insights from very unexpected quarters.

Attraction

A powerful narrative pulls people to you. Word spreads rapidly by those who have already been engaged by the narrative. Participants will want to find others who either might help them attain the opportunity defined by the narrative or who might share their feeling that this opportunity is worth attaining. Rather than trying to push your message out to an increasingly saturated audience, they will swarm to you, drawn by the opportunity and the challenge you have laid out. Properly articulated, a narrative taps into a deep need that will drive people to find you wherever you are – they will not rest until they have connected with the institution that spoke to them in such a powerful way.

Relationships

In a world of attention scarcity, simply gaining attention is not enough. Attention can be fleeting, gone as quickly as it came. What we need to be successful in business is deep, long-term, trust-based relationships. In a world that is constantly conspiring to draw our attention to the next shiny object, these relationships can be very challenging to build and they’re even more difficult to maintain.

Narratives frame long-term opportunities that require sustained relationships to achieve. We naturally seek connection with others who have fallen under the spell of the narrative and with the institution that crafted the narrative. By working together to achieve an exciting opportunity, we get to know each other in far deeper ways than we ever would through casual conversations. We develop trust as we learn whom we can really rely on. These relationships can sustain an institution in turbulent times when the going gets tough far better than the commercial “relationships’ that fray as soon as the tides change.

Overcoming cognitive biases

So far, I’ve been framing the power of narrative in terms of the benefits of connecting with and mobilizing others beyond the boundaries of the institution. But there’s another benefit that encompasses both the individuals within the institutions and those outside. Narratives help us to overcome cognitive biases that tend to take hold in times of growing uncertainty and turbulence.

While completely understandable and natural, these cognitive biases can lead to increasingly dysfunctional behavior. I’ve written about this aspect of narratives in an earlier blog posting, but the cognitive biases that narratives can overcome are: risk aversion, shortening time horizons, zero-sum views of the world and erosion of trust.

If executives want to build institutions that can grow stronger in turbulent times, rather than weaker, they have to find ways to overcome these cognitive biases among their employees as well as among those they are trying to serve and collaborate with outside. Narratives can play an important role in accomplishing this.

Bottom line

Hopefully you can begin to see the untapped power of narrative in a business context. If you do, resist the temptation to simply write up a powerful narrative. Effective narratives emerge from collective action, not just words on a page.

There’s a lot that remains to be done to explore the power of narratives for business. I’ve cited Apple and Nike as examples of corporate narratives but surely there are other examples. What examples have you come across? What criteria can we use to evaluate the power of a narrative? What makes for a great narrative versus just a so-so narrative? What are the most effective approaches to defining and spreading a narrative? How can narratives evolve over time? I need your help in fleshing this perspective out.

Narratives are not just “nice to have.” They are increasingly the foundation that will drive business success. Those who master this opportunity will be able to harness increasing returns while those who don’t will remain trapped in the purgatory of diminishing returns until the inevitable collapse. Narratives harness the power of pull in ways that almost nothing else can – especially that third, and most powerful, level of pull: achieving more of our potential. With narratives, small moves, smartly made, can indeed set very big things in motion. Will you join me? It’s up to you.

Posted by John Hagel III on October 07, 2013 | Permalink
http://edgeperspectives.typepad.com/edge_perspectives/2013/10/the-untapped-potential-of-corporate-narratives.html

TEDxWestlake – John Hagel – “From push to passion”
http://www.youtube.com/watch?v=vUvpTvGb4TY

 

Fernando um outro ponto sobre a questão do futuro da educação

O Professor Fredric Litto, que pesquisa o assunto sobre Educação do futuro e EaD, à décadas, é um “gringo” mais brasileiro que a majoritária elite tupiniquim, palestra de agosto 2013:
“Aprendendo a Distância: Reflexões de um Velho Acadêmico”:
http://iptv.usp.br/portal/home.jsp?tipo=0&_InstanceIdentifier=0&_EntityIdentifier=uspwAzSgWapDt0tpNVx-XAWvL1LIqbTdwke8h2VRcWhQeE.

Bloco de Perguntas:
http://iptv.usp.br/portal/home.jsp?tipo=0&_InstanceIdentifier=0&_EntityIdentifier=uspx9gTIT3pBs3z2-0fQnDIJ8T1SmATm7lsm2hfOODo1OQ.&idRepositorio=0&modelo=0

Esse disse na palestra, “os bons alunos vão estudar online, os outros ficarão na classe”
Perguntei-lhe depois, Se os bons alunos vão mesmo online, porque os bons professores vão ficar na sala de aula?

O investidor Vinod Khosla, é radical sobre o futuro: “The best education will happen without teacher, maybe we don´t need teacher to teach.” (Índia, 2011)

Nicholas Negroponte, volta a base de nossa civilização e a Sócrates: “O conhecimento se tornará uma commodity?”
Quem viver verá!

 

I.Systems, à empresa startup de tecnologia de 1 bilhão de dólares?

Prezados geonautas,

A empresa startup tecnológico, I.Systems, criada pelos baianos, Igor Santiago, Leonardo Freitas, Ronaldo Silva e Danilo Halla, radicados na Unicamp, pode-se dizer, começou com o espírito empreendedor e o  paradigma do rico espírito da culturas nordestina, embora ainda pobre região do nordeste do Brasil: “rapadura é doce, mas não é mole não“, assim como o espírito empreendedor do Silicon Valley, “Pense grande, comece pequeno” (*).

O software Leaf – softwares de automação industrial, foi desenvolvido com lógica Fuzzy, segundo Igor Santiago, “o Leaf representa um avanço de cerca de 100 anos em relação à tecnologia conhecida como processo Proporcional, Integral e Derivativo (PID), criada no fim do século XIX e usada até hoje em quase 100% dos sistemas industriais automatizados.“.

A lógica Fuzzy, solução de ampla aplicação, flexível, estável, não necessita de conhecimento prévio dos fenômenos envolvidos, mas sua utilização tem sido limitada pela complexidade de definição de um grande número de regras empíricas. E leva enorme vantagem em comparação com as outras duas formas de controlar automaticamente um processo industrial: a Modelagem Matemática e Redes Neurais (http://www.is-brasil.com/solucao/).

O grande diferencial é que o Leaf não precisa de histórico de dados dos processos ou algum conhecimento em inteligência artificial. A configuração do controlador com Fuzzy necessita apenas dos valores mínimos, médios e máximos dos sensores (temperatura, pressão e fluxo) e dos atuadores (válvulas, bombas e motores). Essas informações são rapidamente obtidas das próprias operações ou das especificações dos equipamentos, assim, em apenas um dia, é possível configurar um controlador avançado de processos industriais. O Leaf gera automaticamente milhares de regras Fuzzy, criando um controlador multivariável estável.

O primeiro teste na fábrica da cola-cola em Jundiaí, em 2010, reduziram em 31% as perdas por rejeição, nas variações de nível do líquido injetado, e 42% por borbulhamento, que é a formação de bolhas de gás carbônico. O sistema implementado na fábrica possibilitou controlar simultaneamente as válvulas de pressão e de vazão da linha engarrafadora e gerar economia de 500 mil litros de refrigerante e de 100 mil garrafas PET por ano.

É interessante observar também que, na entrevista de Igor Santiago na Brasilagro (vídeo abaixo), a empresa no início encontrou acesso mais fácil para demonstrar e vender o potencial de inovação do software Leaf na industria sucroalcooleira brasileira, normalmente considerada pelo “status quo” do conhecimento convencional, mais conservadora, em comparação com as grandes empresas industriais globais, considerada mais inovadoras.

Segundo Fernando Reinach, “O fundo Pitanga resolveu  investir na I.Systems porque a empresa desenvolveu uma maneira nova de utilizar a lógica fuzzy, num processo de regulação de automação industrial. É uma solução inovadora, que não existe em nenhum lugar do mundo. Há empresas que fazem automação industrial, mas nenhuma tem este tipo de solução. No caso do produto da I.Systems, o mercado potencial é qualquer indústria do mundo.”

A empresa I.Systems, sem concorrente no Brasil, detêm  inovação e ‘know how’  tecnológico para competir no mercado mundial, está preparando os músculos e o fôlego com injeção de capital e em busca de parceiros globais, para competir com as grandes na área industrial, como Siemens e General Electric. “Estamos avaliando se vamos solicitar a patente da nossa tecnologia no Brasil ou no exterior ou se trabalharemos com segredo industrial nos mercados norte-americano, asiático e europeu”, diz Santiago.

O investidor de startup, Vinod Khosla, que está nessa estrada a mais de três décadas, nos anos 80 com a criação da SUN Microsystem enfrentando os Mainframe da IBM, nos anos 90 apostou no protocolo IP quando ninguém apostava. Khosla conta a história que em 1998,  ofereceu por apenas algumas centenas de mil dólares, o software de busca dos jovens Larry e Sergei para uma empresa, mas o possível comprador declinou a oferta, argumentando que os mecanismos de buscas não davam lucro e que já era um mercado de commodities, foi quando Larry e Sergei, que acreditavam no desenvolvimento, decidiram mudar de estratégia, criaram a empresa GOOGLE, e fez história, uma história bilionária.

Os gens empreendedores fundadores da I.System, trás em seu paradigma de nascimento esse espírito, portanto, o céu industrial global é o limite. A empresa chegar a um bilhão de dólares ou mais, é uma questão de estratégia de solução para o mercado e de tempo, os valores inovadores e os ideais dos fundadores, são valores intangíveis, não tem preço.

Entre “O Pirulito da Ciência” de Tom Zé, ao sonho de Miguel Nicolelis, transformar o nordeste do Brasil na “Califórnia brasileira”, como diz o sociólogo, Laymert Garcia dos Santos, para quem tem 30 anos hoje, no Brasil e no mundo, é um desafio e uma oportunidade muito interessante sobre as mudanças que se vislumbram pela frente, vou fingir que não sei bem de que idade ele fala, pois a experiência nos 50, mas energia e espírito na “lyra dos 20”,  estou adicionado outro pensamento, do poeta Samuel Ullman, “Youth is not a time of life – it is a state of mind“, se a canoa não virar vamos chegar lá.

Quem viver verá!

Sds,

(*) “Pense grande, comece pequeno“, o espírito da cultura empreendedora da costa oeste americana, da Califórnia Dreams do Silicon Valley, a influencia da cultura beatnik anti-materialista de esquerda dos anos 50 e 60, que influenciou a literatura, a cultura, a sociedade, e a revolução tecnológica que chega até nós, da “Inteligência Coletiva”.

O espírito empreendedor que suplantou a cultura tradicional da costa leste do nordeste americano, de Yale, Harvard e MTI no último meio século, mas é uma história que começa no século XIX, com  Stanford Univ., ver artigo em inglês que conta essa rica história: GROWTH OF A SILICON EMPIRE / Bay Area’s fertile intellectual ground helped sprout high technology industry, by Henry Norr, Published December 27, 1999.

P.S.: O artigo foi elaborado com pesquisas em: Vídeo anexo/ Website I.Systems/ Artigos anexos da NEI e da FAPESP.

Brasilagro entrevista Igor Santiago da I.Systems:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=r3lJlGxLYVM

– A lógica do mercado_Rev. FAPESP_Set. 2013

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/a-logica-do-mercado/

– NEI: Ex-alunos da Unicamp recebem apoio de investidores ao criarem software para indústrias

http://www.nei.com.br/artigos/ex+alunos+da+unicamp+recebem+apoio+de+investidores+ao+criarem+software+para+industrias.html

– I.Systems: http://www.is-brasil.com/

Link

English and Portuguese:

Dear,

Article from “Case in Brazilian Market”  – STANFORD UNIVERSITY – Technology Entrepreneurship course:

A technological startup company, I.Systems, created by four brazilian guys, Igor Santiago, Leonardo Freitas, Ronaldo and Danilo Halla, settled at Unicamp, São Paulo- Brazil, started with the entrepreneurial spirit and paradigm of the rich spirit of people’s culture, although poor northeastern region of Brazil: “brown sugar is sweet but it is not soft“. And the entrepreneurial spirit of Silicon Valley, “Think big, start small“(*).

The Leaf software – software for industrial automation, has been developed with fuzzy logic, according to Igor Santiago, “the Leaf represents an increase of about 100 years for the technology process known as Proportional, Integral and Derivative (PID), created at the end of nineteenth century and still used today in almost 100% of industrial automated systems. “.

The fuzzy logic solution, wide application, flexible, stable, requires no prior knowledge of the phenomena involved, but their use has been limited by the complexity of defining a large number of empirical rules. And take huge advantage compared to the other two forms of automatically controlling an industrial process: Mathematical Modeling and Neural Networks (http://www.is-brasil.com/solucao/).

The big difference is that the Leaf does not need historical data processes or some knowledge in artificial intelligence. The configuration of the controller with Fuzzy requires only the minimum, average and maximum sensors (temperature, pressure and flow) and actuators (valves, pumps and motors). This information is readily obtainable from own operations or equipment specifications, so in just one day, you can configure a controller advanced industrial processes. The Leaf automatically generates thousands of fuzzy rules, creating a multivariable controller stable.

The first test in the Cola-Cola factory in Jundiaí-SP, in 2010, reduced to 31% losses due to rejection, the level variations of the injected liquid, and 42% by bubbling, which is the formation of bubbles of carbon dioxide. The system implemented in the factory possible to simultaneously control valves, pressure and flow rate of the bottling line and generate economy 500 thousand liters of soft drinks and 100 thousand PET bottles per year.

It is also interesting to note that in the interview in Santiago Igor Brasilagro (video below), found the company early access easier to demonstrate and sell the innovation potential of the Leaf software, the Brazilian sugar industry, normally considered the “status quo” the conventional wisdom, more conservative, compared with the large global industrial companies, considered the most innovative.

According to Fernando Reinach, “The fund Pitanga decided to invest in I.Systems because the company has developed a new way of using fuzzy logic in a process of adjustment of industrial automation. It is an innovative solution that does not exist anywhere in the world. There are companies that make industrial automation, but none have this kind of solution. In the case of the product of I.Systems the potential market is any industry in the world. ”

The company I.Systems without competitor in Brazil own innovation and ‘know-how’ technology to compete in the world market, is preparing the muscles and breath with injection of capital and seeking global partners to compete with the large industrial area such as Siemens and General Electric. “We are evaluating whether we apply the patent of our technology in Brazil or abroad or work with key industrial markets in the U.S., Asia and Europe,” says Santiago.

The startup investor, Vinod Khosla, who is this road more than three decades in the 80s with the creation of SUN Microsystem facing the IBM Mainframe in 90 bet on IP protocol when no one bet. Khosla tells the story that in 1998, offered by only a few hundred thousand dollars, the search software of the young Larry and Sergei for a company, but the prospective buyer declined the offer, arguing that the search engines could not profit and that it was a commodity market, that was when Larry and Sergei, who believed in their development, decided to change their strategy, they created their own company, GOOGLE, and made ​​history, a history billionaire.

The genes of I.System entrepreneurs founders, brings in its birth, the spirit of this paradigm, for them, the global industrial sky is the limit. The company reach a billion dollars or more, it is a question of solution strategy to market and time, innovative values ​​and ideals of the founders, are intangibles, is priceless.

Between “The Lollipop Science” by Tom Zé, the dream of the Brazilian scientist, Miguel Nicolelis, turn northeast Brazil in the “Brazilian California”, as sociologist, Laymert Garcia dos Santos, who is 30 years old today, in Brazil and in the world , is a challenge and an opportunity very interesting about the changes that are glimpsed ahead, I’ll pretend that I’m not sure what age he speak, because my experience in the 50, but with the energy and spirit in “lyra of 20”, I added another thought, by Samuel Ullman, “Youth is not a time of life – it is a state of mind“, if the boat does not turn, we will get there.

(*) “Think big, start small,” the spirit of the entrepreneurial culture of the American west coast, the Califonia Dreams of Silicon Valley, the beatnik culture influences the anti-materialist left of the 50s and 60s, which influenced the literature, culture, society, and the technological revolution that reaches us, the “Collective Intelligence”.

The entrepreneurial spirit that supplanted the traditional culture of the east coast of the U.S. Northeast, Yale, Harvard and MTI in the last half century, but it is a story that begins in the nineteenth century, with Stanford Univ., See article in English that has this rich history : GROWTH OF A SILICON EMPIRE / Bay Area’s fertile intellectual ground Helped sprout high technology industry, by Henry Norr, Published December 27, 1999.

Those who lives, you will see!

Sds,

PORTUGUÊS:

Prezados geonautas,

A empresa startup tecnológico, I.Systems, criada pelos baianos, Igor Santiago, Leonardo Freitas, Ronaldo Silva e Danilo Halla, radicados na Unicamp, pode-se dizer, começou com o espírito empreendedor e o  paradigma do rico espírito da culturas nordestina, embora ainda pobre região do nordeste do Brasil: “rapadura é doce, mas não é mole não“, assim como o espírito empreendedor do Silicon Valley, “Pense grande, comece pequeno” (*).

O software Leaf – softwares de automação industrial, foi desenvolvido com lógica Fuzzy, segundo Igor Santiago, “o Leaf representa um avanço de cerca de 100 anos em relação à tecnologia conhecida como processo Proporcional, Integral e Derivativo (PID), criada no fim do século XIX e usada até hoje em quase 100% dos sistemas industriais automatizados.“.

A lógica Fuzzy, solução de ampla aplicação, flexível, estável, não necessita de conhecimento prévio dos fenômenos envolvidos, mas sua utilização tem sido limitada pela complexidade de definição de um grande número de regras empíricas. E leva enorme vantagem em comparação com as outras duas formas de controlar automaticamente um processo industrial: a Modelagem Matemática e Redes Neurais (http://www.is-brasil.com/solucao/).

O grande diferencial é que o Leaf não precisa de histórico de dados dos processos ou algum conhecimento em inteligência artificial. A configuração do controlador com Fuzzy necessita apenas dos valores mínimos, médios e máximos dos sensores (temperatura, pressão e fluxo) e dos atuadores (válvulas, bombas e motores). Essas informações são rapidamente obtidas das próprias operações ou das especificações dos equipamentos, assim, em apenas um dia, é possível configurar um controlador avançado de processos industriais. O Leaf gera automaticamente milhares de regras Fuzzy, criando um controlador multivariável estável.

O primeiro teste na fábrica da cola-cola em Jundiaí, em 2010, reduziram em 31% as perdas por rejeição, nas variações de nível do líquido injetado, e 42% por borbulhamento, que é a formação de bolhas de gás carbônico. O sistema implementado na fábrica possibilitou controlar simultaneamente as válvulas de pressão e de vazão da linha engarrafadora e gerar economia de 500 mil litros de refrigerante e de 100 mil garrafas PET por ano.

É interessante observar também que, na entrevista de Igor Santiago na Brasilagro (vídeo abaixo), a empresa no início encontrou acesso mais fácil para demonstrar e vender o potencial de inovação do software Leaf na industria sucroalcooleira brasileira, normalmente considerada pelo “status quo” do conhecimento convencional, mais conservadora, em comparação com as grandes empresas industriais globais, considerada mais inovadoras.

Segundo Fernando Reinach, “O fundo Pitanga resolveu  investir na I.Systems porque a empresa desenvolveu uma maneira nova de utilizar a lógica fuzzy, num processo de regulação de automação industrial. É uma solução inovadora, que não existe em nenhum lugar do mundo. Há empresas que fazem automação industrial, mas nenhuma tem este tipo de solução. No caso do produto da I.Systems, o mercado potencial é qualquer indústria do mundo.”

A empresa I.Systems, sem concorrente no Brasil, detêm  inovação e ‘know how’  tecnológico para competir no mercado mundial, está preparando os músculos e o fôlego com injeção de capital e em busca de parceiros globais, para competir com as grandes na área industrial, como Siemens e General Electric. “Estamos avaliando se vamos solicitar a patente da nossa tecnologia no Brasil ou no exterior ou se trabalharemos com segredo industrial nos mercados norte-americano, asiático e europeu”, diz Santiago.

O investidor de startup, Vinod Khosla, que está nessa estrada a mais de três décadas, nos anos 80 com a criação da SUN Microsystem enfrentando os Mainframe da IBM, nos anos 90 apostou no protocolo IP quando ninguém apostava. Khosla conta a história que em 1998,  ofereceu por apenas algumas centenas de mil dólares, o software de busca dos jovens Larry e Sergei para uma empresa, mas o possível comprador declinou a oferta, argumentando que os mecanismos de buscas não davam lucro e que já era um mercado de commodities, foi quando Larry e Sergei, que acreditavam no desenvolvimento, decidiram mudar de estratégia, criaram a empresa GOOGLE, e fez história, uma história bilionária.

Os gens empreendedores fundadores da I.System, trás em seu paradigma de nascimento esse espírito, portanto, o céu industrial global é o limite. A empresa chegar a um bilhão de dólares ou mais, é uma questão de estratégia de solução para o mercado e de tempo, os valores inovadores e os ideais dos fundadores, são valores intangíveis, não tem preço.

Entre “O Pirulito da Ciência” de Tom Zé, ao sonho de Miguel Nicolelis, transformar o nordeste do Brasil na “Califórnia brasileira”, como diz o sociólogo, Laymert Garcia dos Santos, para quem tem 30 anos hoje, no Brasil e no mundo, é um desafio e uma oportunidade muito interessante sobre as mudanças que se vislumbram pela frente, vou fingir que não sei bem de que idade ele fala, pois a experiência nos 50, mas energia e espírito na “lyra dos 20”,  estou adicionado outro pensamento, do poeta Samuel Ullman, “Youth is not a time of life – it is a state of mind“, se a canoa não virar vamos chegar lá.

Quem viver verá!

Sds,

(*) “Pense grande, comece pequeno“, o espírito da cultura empreendedora da costa oeste americana, da Califórnia Dreams do Silicon Valley, a influencia da cultura beatnik anti-materialista de esquerda dos anos 50 e 60, que influenciou a literatura, a cultura, a sociedade, e a revolução tecnológica que chega até nós, da “Inteligência Coletiva”.

O espírito empreendedor que suplantou a cultura tradicional da costa leste do nordeste americano, de Yale, Harvard e MTI no último meio século, mas é uma história que começa no século XIX, com  Stanford Univ., ver artigo em inglês que conta essa rica história: GROWTH OF A SILICON EMPIRE / Bay Area’s fertile intellectual ground helped sprout high technology industry, by Henry Norr, Published December 27, 1999.

P.S.: O artigo foi elaborado com pesquisas em: Vídeo anexo/ Website I.Systems/ Artigos anexos da NEI e da FAPESP.

Brasilagro entrevista Igor Santiago da I.Systems:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=r3lJlGxLYVM

– A lógica do mercado_Rev. FAPESP_Set. 2013

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/a-logica-do-mercado/

– NEI: Ex-alunos da Unicamp recebem apoio de investidores ao criarem software para indústrias

http://www.nei.com.br/artigos/ex+alunos+da+unicamp+recebem+apoio+de+investidores+ao+criarem+software+para+industrias.html

– I.Systems: http://www.is-brasil.com/