I.Systems, à empresa startup de tecnologia de 1 bilhão de dólares?

Prezados geonautas,

A empresa startup tecnológico, I.Systems, criada pelos baianos, Igor Santiago, Leonardo Freitas, Ronaldo Silva e Danilo Halla, radicados na Unicamp, pode-se dizer, começou com o espírito empreendedor e o  paradigma do rico espírito da culturas nordestina, embora ainda pobre região do nordeste do Brasil: “rapadura é doce, mas não é mole não“, assim como o espírito empreendedor do Silicon Valley, “Pense grande, comece pequeno” (*).

O software Leaf – softwares de automação industrial, foi desenvolvido com lógica Fuzzy, segundo Igor Santiago, “o Leaf representa um avanço de cerca de 100 anos em relação à tecnologia conhecida como processo Proporcional, Integral e Derivativo (PID), criada no fim do século XIX e usada até hoje em quase 100% dos sistemas industriais automatizados.“.

A lógica Fuzzy, solução de ampla aplicação, flexível, estável, não necessita de conhecimento prévio dos fenômenos envolvidos, mas sua utilização tem sido limitada pela complexidade de definição de um grande número de regras empíricas. E leva enorme vantagem em comparação com as outras duas formas de controlar automaticamente um processo industrial: a Modelagem Matemática e Redes Neurais (http://www.is-brasil.com/solucao/).

O grande diferencial é que o Leaf não precisa de histórico de dados dos processos ou algum conhecimento em inteligência artificial. A configuração do controlador com Fuzzy necessita apenas dos valores mínimos, médios e máximos dos sensores (temperatura, pressão e fluxo) e dos atuadores (válvulas, bombas e motores). Essas informações são rapidamente obtidas das próprias operações ou das especificações dos equipamentos, assim, em apenas um dia, é possível configurar um controlador avançado de processos industriais. O Leaf gera automaticamente milhares de regras Fuzzy, criando um controlador multivariável estável.

O primeiro teste na fábrica da cola-cola em Jundiaí, em 2010, reduziram em 31% as perdas por rejeição, nas variações de nível do líquido injetado, e 42% por borbulhamento, que é a formação de bolhas de gás carbônico. O sistema implementado na fábrica possibilitou controlar simultaneamente as válvulas de pressão e de vazão da linha engarrafadora e gerar economia de 500 mil litros de refrigerante e de 100 mil garrafas PET por ano.

É interessante observar também que, na entrevista de Igor Santiago na Brasilagro (vídeo abaixo), a empresa no início encontrou acesso mais fácil para demonstrar e vender o potencial de inovação do software Leaf na industria sucroalcooleira brasileira, normalmente considerada pelo “status quo” do conhecimento convencional, mais conservadora, em comparação com as grandes empresas industriais globais, considerada mais inovadoras.

Segundo Fernando Reinach, “O fundo Pitanga resolveu  investir na I.Systems porque a empresa desenvolveu uma maneira nova de utilizar a lógica fuzzy, num processo de regulação de automação industrial. É uma solução inovadora, que não existe em nenhum lugar do mundo. Há empresas que fazem automação industrial, mas nenhuma tem este tipo de solução. No caso do produto da I.Systems, o mercado potencial é qualquer indústria do mundo.”

A empresa I.Systems, sem concorrente no Brasil, detêm  inovação e ‘know how’  tecnológico para competir no mercado mundial, está preparando os músculos e o fôlego com injeção de capital e em busca de parceiros globais, para competir com as grandes na área industrial, como Siemens e General Electric. “Estamos avaliando se vamos solicitar a patente da nossa tecnologia no Brasil ou no exterior ou se trabalharemos com segredo industrial nos mercados norte-americano, asiático e europeu”, diz Santiago.

O investidor de startup, Vinod Khosla, que está nessa estrada a mais de três décadas, nos anos 80 com a criação da SUN Microsystem enfrentando os Mainframe da IBM, nos anos 90 apostou no protocolo IP quando ninguém apostava. Khosla conta a história que em 1998,  ofereceu por apenas algumas centenas de mil dólares, o software de busca dos jovens Larry e Sergei para uma empresa, mas o possível comprador declinou a oferta, argumentando que os mecanismos de buscas não davam lucro e que já era um mercado de commodities, foi quando Larry e Sergei, que acreditavam no desenvolvimento, decidiram mudar de estratégia, criaram a empresa GOOGLE, e fez história, uma história bilionária.

Os gens empreendedores fundadores da I.System, trás em seu paradigma de nascimento esse espírito, portanto, o céu industrial global é o limite. A empresa chegar a um bilhão de dólares ou mais, é uma questão de estratégia de solução para o mercado e de tempo, os valores inovadores e os ideais dos fundadores, são valores intangíveis, não tem preço.

Entre “O Pirulito da Ciência” de Tom Zé, ao sonho de Miguel Nicolelis, transformar o nordeste do Brasil na “Califórnia brasileira”, como diz o sociólogo, Laymert Garcia dos Santos, para quem tem 30 anos hoje, no Brasil e no mundo, é um desafio e uma oportunidade muito interessante sobre as mudanças que se vislumbram pela frente, vou fingir que não sei bem de que idade ele fala, pois a experiência nos 50, mas energia e espírito na “lyra dos 20”,  estou adicionado outro pensamento, do poeta Samuel Ullman, “Youth is not a time of life – it is a state of mind“, se a canoa não virar vamos chegar lá.

Quem viver verá!

Sds,

(*) “Pense grande, comece pequeno“, o espírito da cultura empreendedora da costa oeste americana, da Califórnia Dreams do Silicon Valley, a influencia da cultura beatnik anti-materialista de esquerda dos anos 50 e 60, que influenciou a literatura, a cultura, a sociedade, e a revolução tecnológica que chega até nós, da “Inteligência Coletiva”.

O espírito empreendedor que suplantou a cultura tradicional da costa leste do nordeste americano, de Yale, Harvard e MTI no último meio século, mas é uma história que começa no século XIX, com  Stanford Univ., ver artigo em inglês que conta essa rica história: GROWTH OF A SILICON EMPIRE / Bay Area’s fertile intellectual ground helped sprout high technology industry, by Henry Norr, Published December 27, 1999.

P.S.: O artigo foi elaborado com pesquisas em: Vídeo anexo/ Website I.Systems/ Artigos anexos da NEI e da FAPESP.

Brasilagro entrevista Igor Santiago da I.Systems:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=r3lJlGxLYVM

– A lógica do mercado_Rev. FAPESP_Set. 2013

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/a-logica-do-mercado/

– NEI: Ex-alunos da Unicamp recebem apoio de investidores ao criarem software para indústrias

http://www.nei.com.br/artigos/ex+alunos+da+unicamp+recebem+apoio+de+investidores+ao+criarem+software+para+industrias.html

– I.Systems: http://www.is-brasil.com/

Celso Furtado and the West (Society) on ‘State of Denial’

The West can become (again), coward society?

William Shakespeare could say by  his Othello´voice of tragedy, from Euro-American: “Yes we can“.

This is my little thoughts from the emerging world to anglo saxon world, It is my answer to good article from ‘The Economist Magazine’ this week (Has Brazil blown it?):

Versão em português: Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial’

Celso Furtado was known as the great Brazilian economist, like many others, I have a different understanding, Furtado was a great thinker and social philosopher, the way he defined himself in 1973 [*]. Celso Furtado graduated from the Law School in the early 40s, put on the uniform of the Armed Forces of Brazil, and was fight in the Second World War in Europe. And returned from the war wanting to understand the world.

For the generation of post World War II, he is an economist in the sense that, like others great thinks in Political Economy, just as Joseph Schumpeter, graduated in Social Science at the early of the XX century and being chair of anthropology professor at the university, became a thinker of Political Economy , just as John Kenneth Galbraith, formed at the Faculty of Agriculture (1931) in Canada, became a thinker in Political Economy as well as the already famous businessman and famous writer after the treaty of Versailles (1919), John Maynard Keynes became a thinker in Political Economy after the great Depression of the 1930s. The generation known as the economists of the twentieth century, as we know today, was not “Homo Economicus”, as Larry Summers and many others that wander around, but great thinkers and social philosophers.

Celso Furtado, looking ahead on the horizon of two to three decades in the late twentieth century, as envisioned and warned us. about the future, between the West and the East:

(..) “The growing interest in scientific and technological applications is remarkable feature of Western civilization. Great Eastern civilizations (Oriental) had amassed a huge mass of knowledge, but did not get to capture the complex relationships between ordered knowledge (science), ordered the wealth (goods and services), and the faculty normative to exercise power. Today, this situation is no longer the same: the positions of the vanguard of the West in science and its applications, the singularizaram until the late nineteenth century, on the have vanished last decades of the twentieth century. Indeed, the most recent projections regarding the spatial distribution of the fruits of development, both economic and scientific, indicate that in the next two to three decades the Eastern world have reached, or even surpassed, the West. ” (“The responsibility of scientists” – Inaugural Address in ABL-Brazilian Academy of Letters, July 4, 2003 – Celso Furtado Essential, 2013 p: 489).

What’s new in the West today, from Bob Woodward’s book, The State of Denial (2006) – the peak of moral judgment and absence (vacuum) the power of government Bush Jr. – deriving in the crisis of values ​​and the big surprise a black American to be elected president of the USA?

The novelty in the West is a Latin Pope “del fim del mundo”, as he defined himself. It is the first Pope from the Society of Jesus, nearly 500 years after being created by Ignatius of Loyola in 1534 and papal bull in 1540. Reached the summit of power in an institution that has almost 2000 years. Institution that has history and culture to dialogue with the ancient cultures of Asia.

In recent decades, the church has shown, it has a pattern (apparent signs of not being a mere serendipity). In the 70s the “white smoke” that came out of the chimney at St. Peter’s Square at the Vatican, raised a Bishop of the communist world to be Pope.

After the total failure of the doctrine (and administration) of the Anglo Saxon German theologian, the consensus of the ancient church is the apparent returns to Vatican II by John XXIII, with the arrival of a Latin Pope “del fim del mundo”.

A quantitative study on global demographics, from The Economist magazine in 2010, almost a decade after the qualitative analysis of Celso Furtado, shows us that, in 2030, 85% of the global population will be concentrated in Asia, Africa and Latin America.

The Economist magazine, estimates that about three billion people will ignite the consumer class, a fact unprecedented in the history of the world, nearly 50% of the world population will become consumer class.

In this sense, the trade agreement “fast” (clear political bias, hiding the facts) between North America and the European Union, which is only 15% of the world population in 2030, appears to be a shot themselves in the foot, even worse, are playing with fire, are not clearly vision of the future, or do not know how to face reality, playing a dangerous game, trying to isolate China. The secular geopolitical question: Who will control the world and on what terms?

Young people go to the streets in Spain, or in the USA (Occupy Wall Street), with the full support of the global media, is not the same situation of young people on the streets of Brazil and the emerging world.

In the world of OECD countries, young people return home (they have a place to live), they have food to eat, if it´s winter, they have heater, if it’s summer, they have air conditioning. They are defending their wonderful achievements of Western society after WWII.

In Brazil and in emerging countries is the opposite, is to win a minimum quality and dignified life that we never had in our history.

Brazil has a watershed in its history, the Constituent Assembly of 1988, in this sense, in the last ten to twenty years, over 40 million people lit the new consumer class – “middle class”: (graphic indicators of Brazil the past 25 years)

I wonder what will be the Western world (U.S. and EU) with a new consumer class world with three billion people from Asia, Africa and Latin America?

Two decades ago, the sum of nominal GDP between the U.S. and EU was almost 70%, today it is around 50%, the trend is clearly in decline: In 2030 will be as: 30% or 20%? And in 2050?

The strong impression that hangs in the air of Western society, they still did not understand, not yet assimilated the manner and the time of thinking of the ancient culture of the Chinese people, like the famous answer Zhou Enlai, the question of Henry Kissinger, in the early 70’s:

Henry Kissinger asked the Prime Minister of China, Zhou En Lai:
– What is your opinion about the French Revolution (1789)?
The response of Zhou Enlai:
– “still too early to say.”

The Western Society, the stablishment of Western society, in full ‘State of Denial’. And that’s not a good sign, much the contrary, history shows us, that is a very dangerous game.

Herodotus, the father of history, told us, the XXV centuries ago (Western calendar):

History is marked by alternating movements across the imaginary line that separates East from West in Eurasia“.

The imaginary line in the third millennium, it is no longer only between East and West in Eurasia but a global and planetary line, encompassing Africa and Latin America “del fim del mundo”.

The West can become (again), coward society?

William Shakespeare could say by  his Othello´voice of tragedy, from Euro-American: “Yes we can“.

Paraphrasing the question American Conservative, “Wake Up America”, for the new imaginary line planetary: wake up citizens of the world!

[*]  (..) “When I finally began to study economics in a systematic way, at age 26, my world view, fundamentally, was defined. This way, the economy would become more to me than an instrumental, I would, more effectively deal with problems that I came from the observation of the history and life of men in society. has had little influence on the conformation of my spirit. I never could understand a problem strictly economic. for example: inflation was never in my mind another thing that the manifestation of some kind of conflict between social groups, a company has never been anything other than a manifestation of the desire of power to one or more social agents, in one of its many forms and so on.” (Aventures dúm économiste brésilien”, Revue Internationale de Sciences Sociales, Paris, Unesco, v XXV, n. 1/2, 1973. Celso Furtado Essencial, 2013, p:45).

Link

English and Portuguese:

Dear,

Article from “Case in Brazilian Market”  – STANFORD UNIVERSITY – Technology Entrepreneurship course:

A technological startup company, I.Systems, created by four brazilian guys, Igor Santiago, Leonardo Freitas, Ronaldo and Danilo Halla, settled at Unicamp, São Paulo- Brazil, started with the entrepreneurial spirit and paradigm of the rich spirit of people’s culture, although poor northeastern region of Brazil: “brown sugar is sweet but it is not soft“. And the entrepreneurial spirit of Silicon Valley, “Think big, start small“(*).

The Leaf software – software for industrial automation, has been developed with fuzzy logic, according to Igor Santiago, “the Leaf represents an increase of about 100 years for the technology process known as Proportional, Integral and Derivative (PID), created at the end of nineteenth century and still used today in almost 100% of industrial automated systems. “.

The fuzzy logic solution, wide application, flexible, stable, requires no prior knowledge of the phenomena involved, but their use has been limited by the complexity of defining a large number of empirical rules. And take huge advantage compared to the other two forms of automatically controlling an industrial process: Mathematical Modeling and Neural Networks (http://www.is-brasil.com/solucao/).

The big difference is that the Leaf does not need historical data processes or some knowledge in artificial intelligence. The configuration of the controller with Fuzzy requires only the minimum, average and maximum sensors (temperature, pressure and flow) and actuators (valves, pumps and motors). This information is readily obtainable from own operations or equipment specifications, so in just one day, you can configure a controller advanced industrial processes. The Leaf automatically generates thousands of fuzzy rules, creating a multivariable controller stable.

The first test in the Cola-Cola factory in Jundiaí-SP, in 2010, reduced to 31% losses due to rejection, the level variations of the injected liquid, and 42% by bubbling, which is the formation of bubbles of carbon dioxide. The system implemented in the factory possible to simultaneously control valves, pressure and flow rate of the bottling line and generate economy 500 thousand liters of soft drinks and 100 thousand PET bottles per year.

It is also interesting to note that in the interview in Santiago Igor Brasilagro (video below), found the company early access easier to demonstrate and sell the innovation potential of the Leaf software, the Brazilian sugar industry, normally considered the “status quo” the conventional wisdom, more conservative, compared with the large global industrial companies, considered the most innovative.

According to Fernando Reinach, “The fund Pitanga decided to invest in I.Systems because the company has developed a new way of using fuzzy logic in a process of adjustment of industrial automation. It is an innovative solution that does not exist anywhere in the world. There are companies that make industrial automation, but none have this kind of solution. In the case of the product of I.Systems the potential market is any industry in the world. ”

The company I.Systems without competitor in Brazil own innovation and ‘know-how’ technology to compete in the world market, is preparing the muscles and breath with injection of capital and seeking global partners to compete with the large industrial area such as Siemens and General Electric. “We are evaluating whether we apply the patent of our technology in Brazil or abroad or work with key industrial markets in the U.S., Asia and Europe,” says Santiago.

The startup investor, Vinod Khosla, who is this road more than three decades in the 80s with the creation of SUN Microsystem facing the IBM Mainframe in 90 bet on IP protocol when no one bet. Khosla tells the story that in 1998, offered by only a few hundred thousand dollars, the search software of the young Larry and Sergei for a company, but the prospective buyer declined the offer, arguing that the search engines could not profit and that it was a commodity market, that was when Larry and Sergei, who believed in their development, decided to change their strategy, they created their own company, GOOGLE, and made ​​history, a history billionaire.

The genes of I.System entrepreneurs founders, brings in its birth, the spirit of this paradigm, for them, the global industrial sky is the limit. The company reach a billion dollars or more, it is a question of solution strategy to market and time, innovative values ​​and ideals of the founders, are intangibles, is priceless.

Between “The Lollipop Science” by Tom Zé, the dream of the Brazilian scientist, Miguel Nicolelis, turn northeast Brazil in the “Brazilian California”, as sociologist, Laymert Garcia dos Santos, who is 30 years old today, in Brazil and in the world , is a challenge and an opportunity very interesting about the changes that are glimpsed ahead, I’ll pretend that I’m not sure what age he speak, because my experience in the 50, but with the energy and spirit in “lyra of 20”, I added another thought, by Samuel Ullman, “Youth is not a time of life – it is a state of mind“, if the boat does not turn, we will get there.

(*) “Think big, start small,” the spirit of the entrepreneurial culture of the American west coast, the Califonia Dreams of Silicon Valley, the beatnik culture influences the anti-materialist left of the 50s and 60s, which influenced the literature, culture, society, and the technological revolution that reaches us, the “Collective Intelligence”.

The entrepreneurial spirit that supplanted the traditional culture of the east coast of the U.S. Northeast, Yale, Harvard and MTI in the last half century, but it is a story that begins in the nineteenth century, with Stanford Univ., See article in English that has this rich history : GROWTH OF A SILICON EMPIRE / Bay Area’s fertile intellectual ground Helped sprout high technology industry, by Henry Norr, Published December 27, 1999.

Those who lives, you will see!

Sds,

PORTUGUÊS:

Prezados geonautas,

A empresa startup tecnológico, I.Systems, criada pelos baianos, Igor Santiago, Leonardo Freitas, Ronaldo Silva e Danilo Halla, radicados na Unicamp, pode-se dizer, começou com o espírito empreendedor e o  paradigma do rico espírito da culturas nordestina, embora ainda pobre região do nordeste do Brasil: “rapadura é doce, mas não é mole não“, assim como o espírito empreendedor do Silicon Valley, “Pense grande, comece pequeno” (*).

O software Leaf – softwares de automação industrial, foi desenvolvido com lógica Fuzzy, segundo Igor Santiago, “o Leaf representa um avanço de cerca de 100 anos em relação à tecnologia conhecida como processo Proporcional, Integral e Derivativo (PID), criada no fim do século XIX e usada até hoje em quase 100% dos sistemas industriais automatizados.“.

A lógica Fuzzy, solução de ampla aplicação, flexível, estável, não necessita de conhecimento prévio dos fenômenos envolvidos, mas sua utilização tem sido limitada pela complexidade de definição de um grande número de regras empíricas. E leva enorme vantagem em comparação com as outras duas formas de controlar automaticamente um processo industrial: a Modelagem Matemática e Redes Neurais (http://www.is-brasil.com/solucao/).

O grande diferencial é que o Leaf não precisa de histórico de dados dos processos ou algum conhecimento em inteligência artificial. A configuração do controlador com Fuzzy necessita apenas dos valores mínimos, médios e máximos dos sensores (temperatura, pressão e fluxo) e dos atuadores (válvulas, bombas e motores). Essas informações são rapidamente obtidas das próprias operações ou das especificações dos equipamentos, assim, em apenas um dia, é possível configurar um controlador avançado de processos industriais. O Leaf gera automaticamente milhares de regras Fuzzy, criando um controlador multivariável estável.

O primeiro teste na fábrica da cola-cola em Jundiaí, em 2010, reduziram em 31% as perdas por rejeição, nas variações de nível do líquido injetado, e 42% por borbulhamento, que é a formação de bolhas de gás carbônico. O sistema implementado na fábrica possibilitou controlar simultaneamente as válvulas de pressão e de vazão da linha engarrafadora e gerar economia de 500 mil litros de refrigerante e de 100 mil garrafas PET por ano.

É interessante observar também que, na entrevista de Igor Santiago na Brasilagro (vídeo abaixo), a empresa no início encontrou acesso mais fácil para demonstrar e vender o potencial de inovação do software Leaf na industria sucroalcooleira brasileira, normalmente considerada pelo “status quo” do conhecimento convencional, mais conservadora, em comparação com as grandes empresas industriais globais, considerada mais inovadoras.

Segundo Fernando Reinach, “O fundo Pitanga resolveu  investir na I.Systems porque a empresa desenvolveu uma maneira nova de utilizar a lógica fuzzy, num processo de regulação de automação industrial. É uma solução inovadora, que não existe em nenhum lugar do mundo. Há empresas que fazem automação industrial, mas nenhuma tem este tipo de solução. No caso do produto da I.Systems, o mercado potencial é qualquer indústria do mundo.”

A empresa I.Systems, sem concorrente no Brasil, detêm  inovação e ‘know how’  tecnológico para competir no mercado mundial, está preparando os músculos e o fôlego com injeção de capital e em busca de parceiros globais, para competir com as grandes na área industrial, como Siemens e General Electric. “Estamos avaliando se vamos solicitar a patente da nossa tecnologia no Brasil ou no exterior ou se trabalharemos com segredo industrial nos mercados norte-americano, asiático e europeu”, diz Santiago.

O investidor de startup, Vinod Khosla, que está nessa estrada a mais de três décadas, nos anos 80 com a criação da SUN Microsystem enfrentando os Mainframe da IBM, nos anos 90 apostou no protocolo IP quando ninguém apostava. Khosla conta a história que em 1998,  ofereceu por apenas algumas centenas de mil dólares, o software de busca dos jovens Larry e Sergei para uma empresa, mas o possível comprador declinou a oferta, argumentando que os mecanismos de buscas não davam lucro e que já era um mercado de commodities, foi quando Larry e Sergei, que acreditavam no desenvolvimento, decidiram mudar de estratégia, criaram a empresa GOOGLE, e fez história, uma história bilionária.

Os gens empreendedores fundadores da I.System, trás em seu paradigma de nascimento esse espírito, portanto, o céu industrial global é o limite. A empresa chegar a um bilhão de dólares ou mais, é uma questão de estratégia de solução para o mercado e de tempo, os valores inovadores e os ideais dos fundadores, são valores intangíveis, não tem preço.

Entre “O Pirulito da Ciência” de Tom Zé, ao sonho de Miguel Nicolelis, transformar o nordeste do Brasil na “Califórnia brasileira”, como diz o sociólogo, Laymert Garcia dos Santos, para quem tem 30 anos hoje, no Brasil e no mundo, é um desafio e uma oportunidade muito interessante sobre as mudanças que se vislumbram pela frente, vou fingir que não sei bem de que idade ele fala, pois a experiência nos 50, mas energia e espírito na “lyra dos 20”,  estou adicionado outro pensamento, do poeta Samuel Ullman, “Youth is not a time of life – it is a state of mind“, se a canoa não virar vamos chegar lá.

Quem viver verá!

Sds,

(*) “Pense grande, comece pequeno“, o espírito da cultura empreendedora da costa oeste americana, da Califórnia Dreams do Silicon Valley, a influencia da cultura beatnik anti-materialista de esquerda dos anos 50 e 60, que influenciou a literatura, a cultura, a sociedade, e a revolução tecnológica que chega até nós, da “Inteligência Coletiva”.

O espírito empreendedor que suplantou a cultura tradicional da costa leste do nordeste americano, de Yale, Harvard e MTI no último meio século, mas é uma história que começa no século XIX, com  Stanford Univ., ver artigo em inglês que conta essa rica história: GROWTH OF A SILICON EMPIRE / Bay Area’s fertile intellectual ground helped sprout high technology industry, by Henry Norr, Published December 27, 1999.

P.S.: O artigo foi elaborado com pesquisas em: Vídeo anexo/ Website I.Systems/ Artigos anexos da NEI e da FAPESP.

Brasilagro entrevista Igor Santiago da I.Systems:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=r3lJlGxLYVM

– A lógica do mercado_Rev. FAPESP_Set. 2013

http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/a-logica-do-mercado/

– NEI: Ex-alunos da Unicamp recebem apoio de investidores ao criarem software para indústrias

http://www.nei.com.br/artigos/ex+alunos+da+unicamp+recebem+apoio+de+investidores+ao+criarem+software+para+industrias.html

– I.Systems: http://www.is-brasil.com/