Marina Abramović desembarca no Sesc Pompeia: Terra Comunal

Principal expoente da arte de performance no mundo, Abramovic (Belgrado, Sérvia, 1946 – vive em Nova York) estará no Brasil entre os dias 11 de março e 10 de maio de 2015, no Sesc Pompeia, com a exposição “Terra Comunal – Marina Abramovic + MAI”, a maior retrospectiva já realizada na América do Sul.

No início de 2014, a artista esteve em São Paulo para conhecer o espaço projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e logo gostou do que viu. “Quando cheguei no Sesc Pompeia estava chovendo. Sem ter um guarda-chuva, do carro, corri para dentro do prédio sem qualquer preparação para o que eu estava prestes a ver. Estávamos no meio da tarde e o espaço estava cheio de pessoas, crianças e famílias. Havia uma grande energia, já que todo mundo estava ocupado com coisas muito diferentes para fazer. Encontrei também uma área muito tranquila, as pessoas simplesmente lendo o jornal, estudando os livros, sentados conversando, olhando as exposições, crianças brincando com objetos… era um verdadeiro espaço de convivência. Uma fábrica de energia. E eu gostei imediatamente. Havia tipo um sentimento de democracia. Um rio atravessava o espaço. E havia uma lareira. Alguns cristais e pedras foram colocados em diferentes cantos, marcando pontos de energia. Este não é um espaço normal de exposição onde se exibe Arte como museus e centros culturais de arte contemporânea que você encontra na Europa e na América. Tudo neste espaço é diferente. E o diferente é que nele há uma espécie de redemoinho energético, cheio de curiosidade, inocência e simplicidade. Eu nunca trabalhei nesse tipo de espaço antes. E a primeira coisa na qual pensava era no que faria sentido eu fazer ali… Uma exposição convencional definitivamente não seria. A pior solução possível seria pendurar fotos e colocar esculturas no espaço. Então, o meu conceito agora, e que acredito ser a melhor solução possível, é mostrar a beleza do espaço sem construir paredes, pontes ou qualquer obstáculo que possa obstruir a visão. Eu gostaria de preservar a aparência de fábrica do espaço e destacar a energia humana visível nele. E o melhor título possível é: Terra Comunal”, conta Marina.

A primeira parte da exposição, Terra Comunal – Marina Abramovic, reúne três instalações de Abramovic: The House with the Ocean View (A Casa com Vista para o Mar), que traz a narração das ações da artista durante a performance de doze dias apresentada em  Nova York, em 2002; The Artist is Present (A Artista está Presente), com as duas cadeiras da exposição no MoMA, em Nova York, e projeções que mostram de um lado o público que participou da performance em 2010 e, do outro lado, Marina Abramovic olhando cada um deles; e a inédita 512 Hours (512 Horas), criada a partir da performance realizada na Serpentine Gallery, de Londres, no ano passado.

Com a curadoria de Jochen Volz e assistência de Catarina Duncan, esta primeira parte da exposição conta ainda com uma seleção de vídeos de performances históricas da artista e seus Objetos Transitórios, criados a partir das primeiras visitas de Abramovic ao Brasil, desde 1989, onde pesquisou minerais e pedras preciosas e suas influências no corpo humano.

A segunda parte do projeto, Terra Comunal – MAI (Marina Abramovic Institute), apresentará a maior experiência já aplicada das propostas do instituto em todo o mundo. O público poderá conhecer e participar do Método Abramovic, praticando uma série de atividades imersivas durante um período de duas horas, a fim de explorar as fronteiras da arte imaterial e das performances de longa duração. “Vivemos num mundo de constantes distrações. Os exercícios do Método permitem que as pessoas experimentem o tempo de estar com elas mesmas, a quietude e a ausência de necessidades. Isto possibilita ao participante absorver e apreciar melhor as performances de longa duração”, destaca a artista.

Oito artistas brasileiros – selecionados por Marina Abramovic e as curadoras Paula Garcia e Lynsey Peisinger – realizarão performances autorais de longa duração durante a exposição. São eles: Ayrson Heráclito (Transmutação da Carne), Fernando Ribeiro (O Datilógrafo), Grupo Empreza (Vesúvio), Maikon K (DNA do DAN), Marco Paulo Rolla (Preenchendo o Espaço), Maurício Ianês (O Vínculo), Rubiane Maia (O Jardim), além de Paula Garcia (Corpo Ruindo).

Em Terra Comunal – MAI, ainda há um espaço dedicado ao aprofundamento de pesquisa sobre performances e arte imaterial, denominado Space In Between (Espaço Entre), onde acontecerão palestras e atividades com artistas e convidados de diferentes áreas. Os encontros com Marina Abramovic no Teatro também integram a programação desta segunda parte do projeto.

Em breve, no Portal do Sesc em São Paulo, você poderá acessar um site com conteúdos exclusivos relacionados à exposição, além da programação completa e informações para participação.

 

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A ARTE DA GUERRA ou DA VIDA

Querida Juju – Maria Júlia,

O olho vê,

a lembrança revê,

A imaginação transvê

É preciso transver o mundo”

(Manoel de Barros)

A leitura do mundo precede a leitura da palavra”,  (Paulo Freire)

Olhar apenas para uma coisa não nos diz nada, cada olhar leva a uma inspeção, cada inspeção a uma reflexão, cada reflexão a uma síntese, então podemos dizer que em cada olhar atento ao mundo, ja estamos teorizando”, (Goethe)

Este livro, “A Arte da Guerra”, que pode ser também, a arte da vida, pois a vida é uma guerra diária, trás junto um simbolismo da importância cultural da civilização milenar chinesa, na qual a civilização da Grécia nos deixou registrado sua importância, escreveu Herodotus, há 2500 anos: “O Oriente é o berço de toda civilização e toda sabedoria”.

O ato da leitura, numa perspectiva da evolução humana, é recente em nossa história, enquanto quase todas as pessoas no mundo dominam a capacidade de falar, pois é uma evolução de mais de 100 mil anos, não são todos que dominam a capacidade de ler, uma evolução mais recente, dos últimos dois ou trem mil anos.

Um provérbio chinês simboliza essa imagem, essa mensagem, “é melhor viajar dez mil quilômetros do que ler dez mil livros.

O ato e a jornada solitária de ler, não é somente o que lemos nas palavras escritas, mas o que se passa entre o ato da leitura e a nossa mente, o nosso imaginário lendo e traduzindo para nossa realidade presente, para o momento de sua vida.

Tenho comigo que as frases de Manoel de Barros, Paulo Freire e Goethe acima, mostra de forma brilhante essa ideia, pois lemos de tudo no mundo, o olhar, as palavras, os gestos, as imagens e tudo o mais que se vê, que se imagina, que se toca, que se tem experiência.

Creio que não existe um mundo, mas vários, como diz o poeta Manuel de Barros em seu “idioleto manuelez” (O LIVRO DAS IGNORÃÇAS/ Doc.: SÓ DEZ POR CENTO É MENTIRA), (…) “todos os caminhos levam a ignorância,..,[…] poesia não é para compreender, poesia é para incorporar”. Continua o poeta, quem descreve copiando os outros não é dono do assunto, mas quem cria e inventa é, será eternamente o dono dele, portanto, desvende os mundos que cruzar pela sua vida, descubra-os, crie e invente o seu mundo de harmonia e felicidades.

Pode-se dizer, que este livro esta dentre aqueles especiais, como Goethe, Manuel de barros, Paulo Freire e muitos outros, para aprender e desaprender várias leituras de vida ao longa de sua jornada, para você  ver e transver o mundo, assim desejo a você.

Boa leitura, de livros e de mundos.

Beijos no coração,

A Arte da Guerra

Da introdução no FB:

Caros amigos,
Um livro para a Juju – Maria Julia Ferraz – que é filho dos meus amigos,Neilor Pedroso– my brother- e Mara Ferraz Pedroso, uma jovem menina moça, e já nas aulinhas de alemão, ela acha o inglês fácil, fácil.
A minha geração de jogar bolinha de gude e roubar manga no fundo do quintal, é bem diferente, mas muito diferente da nova geração digital, e a velocidade e aceleração de mudança do novo mundo digital está apenas começando, a verdade é que não fazemos ideia das mudanças que estão por vir.
Fiz uma dedicatória do livro para Juju, e gostaria de dividir com os amigos, como os filhos dos amigos, Vitória Ferraz, Lais Borges, Sophia Borges,Matheus Andreus, Vitor Dassan, Maine Dassan, Naara, …..,
com os meus sobrinhos, Guilherme Bosso, Murilo Bosso, Rafael Bosso, Lais Belussi e todos os jovens da geração digital. A dedicatória não é grande, mas creio também não é pequena para a orelha do livro, por isso vai na orelha digital, pois o livro ela vai receber só amanhã.

Simon Sinek: How great leaders inspire action

Simon Sinek has a simple but powerful model for inspirational leadership all starting with a golden circle and the question “Why?” His examples include Apple, Martin Luther King, and the Wright brothers … (Filmed at TEDxPugetSound.)

Filmed September 2009 at TEDxPuget Sound

The Cloud Mystery Program

The Cloud Mystery

http://thecloudmystery.com/The_Cloud_Mystery/Home.html

(Duration: 52 minutes, Language: English)

Our clouds take their orders from the stars,” says the Danish scientist Henrik Svensmark. That’s the amazing and provocative discovery reported here. Most experts thought the idea was crazy.
 

The film records ten years of effort by the small team in Copenhagen that, in the end, solved the mystery of how the Galaxy and the Sun interfere in our everyday weather.

It’s provocative because Dr Svensmark’s revelations challenge the belief of most climate theorists that carbon dioxide has been the main driver of global warming. As a result he has faced never-ending opposition.

But strong support for the cosmic view of climate change comes from astronomer Nir Shaviv and geologist Jan Veizer. In the film they tell how the Galaxy has governed the Earth’s ever-changing climate over 500 million years.


The Cloud Mystery is aimed at a wide audience. Astonishing pictures from our Galaxy, the Sun, and cloud formations are mixed with spectacular animations to simplify the science. Comments by astronomers, geologists and climate experts convey their sense of adventure, and give scientific weight to the discoveries presented. The audience is taken on a trip around the world, where scientists from Denmark, Israel, Canada, the USA, and Norway contribute to this exciting story.

Linking all the discoveries is the non-stop rain of cosmic rays – energetic particles from exploded stars that battle with the Sun’s magnetic field to reach the Earth. Central in the story is an experiment in a Copenhagen basement. It showed how cosmic rays help to make chemical specks in the air on which water drops condense to make clouds.

The story concludes that clouds are the main driver of climate change on Earth.

The documentary follows Henrik Svensmark in his struggle to find the physical evidence of a celestial climate driver. The film demonstrates that science can be a rough place to be if you are in opposition to the established “truth”.

Lars Oxfeldt Mortensen has produced and directed a number of international acclaimed documentaries. He is the winner of numerous awards

Program: http://thecloudmystery.com/The_Cloud_Mystery/The_Documentary.html

Documentary Duration: 52 minutes Format: 16:9 Sales: DR Sales
Title: THE CLOUD MYSTERY
– How the Milky Way, the Sun, and the clouds rule climate on Earth.
FILM SYNOPSIS:
THE CLOUD MYSTERY is a scientific detective story. It tells how a Danish scientist, Henrik Svensmark, through pioneering experiments in Copenhagen, solved the puzzle of how supernova explosions in our Galaxy and variations in the Sun govern climate changes on the Earth.

Scarcely audible above the noise about global warming, Svensmark has reported a new kind of aerial chemistry triggered by events in our Galaxy that shower our planet with atomic particles – the cosmic rays. This celestial mechanism determines cloudiness and temperatures on Earth. It is so powerful that we now have to re-evaluate the causes of global warming.

Henrik Svensmark linking the Sun and the clouds with climate change.

STEPS IN THE STORY
Strong evidence that changes in the Earth’s climate follow changes in the Sun’s magnetic behaviour came from the Copenhagen scientists Eigil Friis-Christensen and Knud Lassen in 1991. In principle it might explain most of the warming in the 20th Century, but no one knew how the Sun could affect the climate so much.

One effect of solar changes is to vary the number of cosmic rays reaching the Earth from the Galaxy. In 1995 Henrik Svensmark, also in Copenhagen, began to wonder if the cosmic rays could affect cloud cover. When he compared satellite observations of clouds with the varying counts of cosmic rays from year to year, he found an amazing link. A stronger Sun and fewer cosmic rays meant fewer clouds and a warmer world. Friis-Christensen agreed with this explanation for the Sun’s role.

Scientists favouring carbon dioxide as the driver of global warming rejected the discovery. Yet ample evidence reveals Sun-driven climate change, long before human industry could have been a factor. The astronomer Nir Shaviv of Jerusalem takes the viewer to cliffs by the Dead Sea, where layers of sediment show alternations of wet and dry periods over centuries and millennia. The changes matched solar-driven variations in the intensity of cosmic rays.

Dark and light bands by the Dead Sea tell of ever-changing wet and dry periods

Continuing his investigations, with Nigel Marsh, Svensmark found that the clouds most affected by variations in the cosmic rays are those at low altitude. Although surprising, this fitted very well with the emerging theory of cloud-driven climate change. The next question was, How could the cosmic rays affect cloud formation? As explained in the film by Richard Turco from Los Angeles, water vapour condenses to make cloud droplets only in the presence of invisible particles floating in the air as aerosols, or cloud condensation nuclei. Cosmic rays might help to make the aerosols.

Svensmark wanted to carry out a laboratory experiment on that possible influence of cosmic rays on cloud condensation nuclei. But he ran into strong opposition to the very idea of an experiment, from scientists who dismissed the possibility of any connection. As a result, Svensmark and his team were short of funds. The work of building an experimental chamber in the basement of the Danish National Space Center was painfully slow

Astronomer Nir Shaviv, Jerusalem, explains our position in the Milky Way.

Meanwhile, in 2002, unexpected support came from Nir Shaviv in Jerusalem, who carried the story of cosmic rays and climate back over hundreds of millions of years, from an astronomer’s point of view. Shaviv realised that whenever the Sun and its planets visit the bright spiral arms of the Milky Way Galaxy, they are exposed to stronger cosmic rays, which create ‘icehouse’ conditions on the Earth. Visiting MØns Klint in Denmark, Shaviv points out the chalk cliffs dating from the ‘hothouse’ world of the dinosaurs, and the bulldozing action of glaciers in the present ‘icehouse’ era. His interpretations turned out to fit beautifully with the discovery of alternations of warm and cool oceans, by the geologist Ján Veizer of Toronto.

Geologist Jan Veizer, Ottawa, shows a brachiopod, used for estimating Earth’s temperatures the past 500 million years

By 2005, the experiment in Copenhagen was at last running well. It gave very clear evidence for the role of cosmic rays in helping to build small aerosols that grow into cloud condensation nuclei. But the next problem was to get the report published in a scientific journal. Svensmark and his team faced rejection after rejection, for no very good reason. As the eminent physicist Eugene Parker comments in the film, politically incorrect ideas about global warming face this kind of resistance in the scientific community.

At long last, the paper was accepted for publication by the Royal Society of London in 2006. While the champagne flowed, Svensmark said the cloud mystery was solved but wondered when the climate community would catch up with his discovery. The film ends with Shaviv pointing out that we are part of a galactic ecosystem, and Svensmark saying we must no longer think of the Earth as an island in space.

Henrik Svensmark and Jens Olaf Pepke Pedersen with the basement experiment

Conclusion:
Svensmark built the world’s largest cloud chamber at the Danish National Space Centre(Now DTU Space) in Copenhagen. They worked five years in the laboratory before they had the results. During the fall of 2006 the epoch making results were publishing world-wide in science literature. The results concluded that the climate of Earth is decisively influenced by exploding stars and additionally: This mechanism literally turns the Earth’s thermostat upside down. This means that Cosmic rays produces aerosols in our atmosphere, which are necessary for the formation of clouds. Without these aerosols water vapour cannot condense into droplets and form clouds. Remember that water vapour is by far the dominating greenhouse gas, and even very small changes in the global cloud cover will change the Earth radiation budget significantly.

Natural events in our Galaxy and on the manic-depressive Sun decide whether the Earth’s cloud cover is letting the Sun heat or cool the surface of the Earth. The clouds, obedient to the cosmic rays, are the dominant driver of climate change. As a result we have to re-evaluate our understanding of the climate. A new field in climate research called cosmoclimatology is progressing.

Past climate variations
Using this discovery we are now able to explain how the feeble Sun allowed more clouds to form and cool the world 300 years ago during the Little Ice Age. During the 20th Century the Sun doubled its magnetic strength and warmed the Earth. And just recently Henrik Svensmark together with astronomers and geologists have documented an extraordinary relationship between these celestial events and the evolution of biosphere’s millions of years back in time.

The discovery introduces a new fascinating perspective that we are indeed taking part in a intergalactic eco system where the evolution of biosphere’s are linked to celestial forces through climate change on all time scales.