Marina Abramović desembarca no Sesc Pompeia: Terra Comunal

Principal expoente da arte de performance no mundo, Abramovic (Belgrado, Sérvia, 1946 – vive em Nova York) estará no Brasil entre os dias 11 de março e 10 de maio de 2015, no Sesc Pompeia, com a exposição “Terra Comunal – Marina Abramovic + MAI”, a maior retrospectiva já realizada na América do Sul.

No início de 2014, a artista esteve em São Paulo para conhecer o espaço projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e logo gostou do que viu. “Quando cheguei no Sesc Pompeia estava chovendo. Sem ter um guarda-chuva, do carro, corri para dentro do prédio sem qualquer preparação para o que eu estava prestes a ver. Estávamos no meio da tarde e o espaço estava cheio de pessoas, crianças e famílias. Havia uma grande energia, já que todo mundo estava ocupado com coisas muito diferentes para fazer. Encontrei também uma área muito tranquila, as pessoas simplesmente lendo o jornal, estudando os livros, sentados conversando, olhando as exposições, crianças brincando com objetos… era um verdadeiro espaço de convivência. Uma fábrica de energia. E eu gostei imediatamente. Havia tipo um sentimento de democracia. Um rio atravessava o espaço. E havia uma lareira. Alguns cristais e pedras foram colocados em diferentes cantos, marcando pontos de energia. Este não é um espaço normal de exposição onde se exibe Arte como museus e centros culturais de arte contemporânea que você encontra na Europa e na América. Tudo neste espaço é diferente. E o diferente é que nele há uma espécie de redemoinho energético, cheio de curiosidade, inocência e simplicidade. Eu nunca trabalhei nesse tipo de espaço antes. E a primeira coisa na qual pensava era no que faria sentido eu fazer ali… Uma exposição convencional definitivamente não seria. A pior solução possível seria pendurar fotos e colocar esculturas no espaço. Então, o meu conceito agora, e que acredito ser a melhor solução possível, é mostrar a beleza do espaço sem construir paredes, pontes ou qualquer obstáculo que possa obstruir a visão. Eu gostaria de preservar a aparência de fábrica do espaço e destacar a energia humana visível nele. E o melhor título possível é: Terra Comunal”, conta Marina.

A primeira parte da exposição, Terra Comunal – Marina Abramovic, reúne três instalações de Abramovic: The House with the Ocean View (A Casa com Vista para o Mar), que traz a narração das ações da artista durante a performance de doze dias apresentada em  Nova York, em 2002; The Artist is Present (A Artista está Presente), com as duas cadeiras da exposição no MoMA, em Nova York, e projeções que mostram de um lado o público que participou da performance em 2010 e, do outro lado, Marina Abramovic olhando cada um deles; e a inédita 512 Hours (512 Horas), criada a partir da performance realizada na Serpentine Gallery, de Londres, no ano passado.

Com a curadoria de Jochen Volz e assistência de Catarina Duncan, esta primeira parte da exposição conta ainda com uma seleção de vídeos de performances históricas da artista e seus Objetos Transitórios, criados a partir das primeiras visitas de Abramovic ao Brasil, desde 1989, onde pesquisou minerais e pedras preciosas e suas influências no corpo humano.

A segunda parte do projeto, Terra Comunal – MAI (Marina Abramovic Institute), apresentará a maior experiência já aplicada das propostas do instituto em todo o mundo. O público poderá conhecer e participar do Método Abramovic, praticando uma série de atividades imersivas durante um período de duas horas, a fim de explorar as fronteiras da arte imaterial e das performances de longa duração. “Vivemos num mundo de constantes distrações. Os exercícios do Método permitem que as pessoas experimentem o tempo de estar com elas mesmas, a quietude e a ausência de necessidades. Isto possibilita ao participante absorver e apreciar melhor as performances de longa duração”, destaca a artista.

Oito artistas brasileiros – selecionados por Marina Abramovic e as curadoras Paula Garcia e Lynsey Peisinger – realizarão performances autorais de longa duração durante a exposição. São eles: Ayrson Heráclito (Transmutação da Carne), Fernando Ribeiro (O Datilógrafo), Grupo Empreza (Vesúvio), Maikon K (DNA do DAN), Marco Paulo Rolla (Preenchendo o Espaço), Maurício Ianês (O Vínculo), Rubiane Maia (O Jardim), além de Paula Garcia (Corpo Ruindo).

Em Terra Comunal – MAI, ainda há um espaço dedicado ao aprofundamento de pesquisa sobre performances e arte imaterial, denominado Space In Between (Espaço Entre), onde acontecerão palestras e atividades com artistas e convidados de diferentes áreas. Os encontros com Marina Abramovic no Teatro também integram a programação desta segunda parte do projeto.

Em breve, no Portal do Sesc em São Paulo, você poderá acessar um site com conteúdos exclusivos relacionados à exposição, além da programação completa e informações para participação.

 

A ARTE DA GUERRA ou DA VIDA

Querida Juju – Maria Júlia,

O olho vê,

a lembrança revê,

A imaginação transvê

É preciso transver o mundo”

(Manoel de Barros)

A leitura do mundo precede a leitura da palavra”,  (Paulo Freire)

Olhar apenas para uma coisa não nos diz nada, cada olhar leva a uma inspeção, cada inspeção a uma reflexão, cada reflexão a uma síntese, então podemos dizer que em cada olhar atento ao mundo, ja estamos teorizando”, (Goethe)

Este livro, “A Arte da Guerra”, que pode ser também, a arte da vida, pois a vida é uma guerra diária, trás junto um simbolismo da importância cultural da civilização milenar chinesa, na qual a civilização da Grécia nos deixou registrado sua importância, escreveu Herodotus, há 2500 anos: “O Oriente é o berço de toda civilização e toda sabedoria”.

O ato da leitura, numa perspectiva da evolução humana, é recente em nossa história, enquanto quase todas as pessoas no mundo dominam a capacidade de falar, pois é uma evolução de mais de 100 mil anos, não são todos que dominam a capacidade de ler, uma evolução mais recente, dos últimos dois ou trem mil anos.

Um provérbio chinês simboliza essa imagem, essa mensagem, “é melhor viajar dez mil quilômetros do que ler dez mil livros.

O ato e a jornada solitária de ler, não é somente o que lemos nas palavras escritas, mas o que se passa entre o ato da leitura e a nossa mente, o nosso imaginário lendo e traduzindo para nossa realidade presente, para o momento de sua vida.

Tenho comigo que as frases de Manoel de Barros, Paulo Freire e Goethe acima, mostra de forma brilhante essa ideia, pois lemos de tudo no mundo, o olhar, as palavras, os gestos, as imagens e tudo o mais que se vê, que se imagina, que se toca, que se tem experiência.

Creio que não existe um mundo, mas vários, como diz o poeta Manuel de Barros em seu “idioleto manuelez” (O LIVRO DAS IGNORÃÇAS/ Doc.: SÓ DEZ POR CENTO É MENTIRA), (…) “todos os caminhos levam a ignorância,..,[…] poesia não é para compreender, poesia é para incorporar”. Continua o poeta, quem descreve copiando os outros não é dono do assunto, mas quem cria e inventa é, será eternamente o dono dele, portanto, desvende os mundos que cruzar pela sua vida, descubra-os, crie e invente o seu mundo de harmonia e felicidades.

Pode-se dizer, que este livro esta dentre aqueles especiais, como Goethe, Manuel de barros, Paulo Freire e muitos outros, para aprender e desaprender várias leituras de vida ao longa de sua jornada, para você  ver e transver o mundo, assim desejo a você.

Boa leitura, de livros e de mundos.

Beijos no coração,

A Arte da Guerra

Da introdução no FB:

Caros amigos,
Um livro para a Juju – Maria Julia Ferraz – que é filho dos meus amigos,Neilor Pedroso– my brother- e Mara Ferraz Pedroso, uma jovem menina moça, e já nas aulinhas de alemão, ela acha o inglês fácil, fácil.
A minha geração de jogar bolinha de gude e roubar manga no fundo do quintal, é bem diferente, mas muito diferente da nova geração digital, e a velocidade e aceleração de mudança do novo mundo digital está apenas começando, a verdade é que não fazemos ideia das mudanças que estão por vir.
Fiz uma dedicatória do livro para Juju, e gostaria de dividir com os amigos, como os filhos dos amigos, Vitória Ferraz, Lais Borges, Sophia Borges,Matheus Andreus, Vitor Dassan, Maine Dassan, Naara, …..,
com os meus sobrinhos, Guilherme Bosso, Murilo Bosso, Rafael Bosso, Lais Belussi e todos os jovens da geração digital. A dedicatória não é grande, mas creio também não é pequena para a orelha do livro, por isso vai na orelha digital, pois o livro ela vai receber só amanhã.

Bilhete, Ivan Lins e Vitor Martins

Facebook do Ivan Lins:

Amigos,

“Bilhete” foi composta em dezembro de 1979, em Teresópolis, em nossa ex-casa, no Ingá.
Eu e meu letrista e amigo Vitor já estávamos tentando fazer uma canção fazia dias e nada.
O clima começou a ficar desagradável. Começamos a nos estranhar.
Eis que nossa empregada, Dona Carmelita, reparando a situação, veio a nós e nos recomendou uma rezadeira que ela conhecia, chamada (pasmem) Madalena.
Fomos lá. Era numa pequena favela (hoje grande), no Caxangá. Subimos e chegamos à casinha dela. Dona Madalena era uma senhora branca, tipo nórdica, cabelos desgrenhados e simpática. Dona Carmelita explicou a ela que nós precisávamos de uns passes.
Aí ela foi para um canto e se concentrou e de repente estremeceu toda e recebeu uma entidade. Pegou um caderno e começou a escrever rabiscos nervosos, páginas e páginas, numa velocidade incrível, quando acabou, voltou para o canto, estremeceu de novo e voltou ao que era, e passou a traduzir a rabiscada toda: MAL OLHADO, INVEJA BRABA.
Virou-se para Vitor e disse pra ele acender uma vela numa pedra na beira de um rio e dedicar a uma entidade tal. Virou-se para mim também e disse para eu acender uma vela num descampado e dedicar a uma outra entidade. Já eram umas 20h da noite. Saímos de lá e Vitor logo achou o rio e acendeu a sua vela. Demorei a achar um descampado. Peguei minha vela, acendi e vi que não tinha pavio. Saímos atrás de outra vela, era domingo, tudo fechado. Acabei ganhando uma vela numa padaria.
Voltei ao descampado e acendi, dedicando a tal entidade. Voltamos para casa.
Dia seguinte, à tarde, minha sobrinha Heliane atende a um telefonema e vem me chamar dizendo que era um tal de Bíblia ou coisa parecida. Atendi e era o Quincy Jones, dizendo maravilhas de minhas músicas e nos convidando para Los Angeles, para saber o que ele estava preparando para nossas canções.
Minha carreira internacional começou ali.
Claro que no dia seguinte já estávamos inspiradíssimos e a primeira que saiu foi “Bilhete”.
Fiquei meio assustado com o tema, dizendo pra mim mesmo que nunca gostaria de cantar aquilo.
A inspiração não ficou só nisso. Fizemos mais umas 3 canções, entre elas “Atrevida”, que Simone e Isabella Taviani gravaram.
Canções femininas. Acho que a entidade do Vitor era uma mulher.
Gravei “Bilhete” no disco “Novo Tempo” de 1980. Ano seguinte Fafá de Belém grava e estoura a música nas paradas, com um arranjo belíssimo de César Camargo Mariano.
Dois anos depois ganhei meu “Bilhete”. O que eu temia aconteceu.
Fazer o quê?
Beijos,

Ivan

 

Bilhete – Ivan Lins & Zizi Possi:

 https://www.youtube.com/watch?v=k6U2lf_Jiig

The Cloud Mystery Program

The Cloud Mystery

http://thecloudmystery.com/The_Cloud_Mystery/Home.html

(Duration: 52 minutes, Language: English)

Our clouds take their orders from the stars,” says the Danish scientist Henrik Svensmark. That’s the amazing and provocative discovery reported here. Most experts thought the idea was crazy.
 

The film records ten years of effort by the small team in Copenhagen that, in the end, solved the mystery of how the Galaxy and the Sun interfere in our everyday weather.

It’s provocative because Dr Svensmark’s revelations challenge the belief of most climate theorists that carbon dioxide has been the main driver of global warming. As a result he has faced never-ending opposition.

But strong support for the cosmic view of climate change comes from astronomer Nir Shaviv and geologist Jan Veizer. In the film they tell how the Galaxy has governed the Earth’s ever-changing climate over 500 million years.


The Cloud Mystery is aimed at a wide audience. Astonishing pictures from our Galaxy, the Sun, and cloud formations are mixed with spectacular animations to simplify the science. Comments by astronomers, geologists and climate experts convey their sense of adventure, and give scientific weight to the discoveries presented. The audience is taken on a trip around the world, where scientists from Denmark, Israel, Canada, the USA, and Norway contribute to this exciting story.

Linking all the discoveries is the non-stop rain of cosmic rays – energetic particles from exploded stars that battle with the Sun’s magnetic field to reach the Earth. Central in the story is an experiment in a Copenhagen basement. It showed how cosmic rays help to make chemical specks in the air on which water drops condense to make clouds.

The story concludes that clouds are the main driver of climate change on Earth.

The documentary follows Henrik Svensmark in his struggle to find the physical evidence of a celestial climate driver. The film demonstrates that science can be a rough place to be if you are in opposition to the established “truth”.

Lars Oxfeldt Mortensen has produced and directed a number of international acclaimed documentaries. He is the winner of numerous awards

Program: http://thecloudmystery.com/The_Cloud_Mystery/The_Documentary.html

Documentary Duration: 52 minutes Format: 16:9 Sales: DR Sales
Title: THE CLOUD MYSTERY
– How the Milky Way, the Sun, and the clouds rule climate on Earth.
FILM SYNOPSIS:
THE CLOUD MYSTERY is a scientific detective story. It tells how a Danish scientist, Henrik Svensmark, through pioneering experiments in Copenhagen, solved the puzzle of how supernova explosions in our Galaxy and variations in the Sun govern climate changes on the Earth.

Scarcely audible above the noise about global warming, Svensmark has reported a new kind of aerial chemistry triggered by events in our Galaxy that shower our planet with atomic particles – the cosmic rays. This celestial mechanism determines cloudiness and temperatures on Earth. It is so powerful that we now have to re-evaluate the causes of global warming.

Henrik Svensmark linking the Sun and the clouds with climate change.

STEPS IN THE STORY
Strong evidence that changes in the Earth’s climate follow changes in the Sun’s magnetic behaviour came from the Copenhagen scientists Eigil Friis-Christensen and Knud Lassen in 1991. In principle it might explain most of the warming in the 20th Century, but no one knew how the Sun could affect the climate so much.

One effect of solar changes is to vary the number of cosmic rays reaching the Earth from the Galaxy. In 1995 Henrik Svensmark, also in Copenhagen, began to wonder if the cosmic rays could affect cloud cover. When he compared satellite observations of clouds with the varying counts of cosmic rays from year to year, he found an amazing link. A stronger Sun and fewer cosmic rays meant fewer clouds and a warmer world. Friis-Christensen agreed with this explanation for the Sun’s role.

Scientists favouring carbon dioxide as the driver of global warming rejected the discovery. Yet ample evidence reveals Sun-driven climate change, long before human industry could have been a factor. The astronomer Nir Shaviv of Jerusalem takes the viewer to cliffs by the Dead Sea, where layers of sediment show alternations of wet and dry periods over centuries and millennia. The changes matched solar-driven variations in the intensity of cosmic rays.

Dark and light bands by the Dead Sea tell of ever-changing wet and dry periods

Continuing his investigations, with Nigel Marsh, Svensmark found that the clouds most affected by variations in the cosmic rays are those at low altitude. Although surprising, this fitted very well with the emerging theory of cloud-driven climate change. The next question was, How could the cosmic rays affect cloud formation? As explained in the film by Richard Turco from Los Angeles, water vapour condenses to make cloud droplets only in the presence of invisible particles floating in the air as aerosols, or cloud condensation nuclei. Cosmic rays might help to make the aerosols.

Svensmark wanted to carry out a laboratory experiment on that possible influence of cosmic rays on cloud condensation nuclei. But he ran into strong opposition to the very idea of an experiment, from scientists who dismissed the possibility of any connection. As a result, Svensmark and his team were short of funds. The work of building an experimental chamber in the basement of the Danish National Space Center was painfully slow

Astronomer Nir Shaviv, Jerusalem, explains our position in the Milky Way.

Meanwhile, in 2002, unexpected support came from Nir Shaviv in Jerusalem, who carried the story of cosmic rays and climate back over hundreds of millions of years, from an astronomer’s point of view. Shaviv realised that whenever the Sun and its planets visit the bright spiral arms of the Milky Way Galaxy, they are exposed to stronger cosmic rays, which create ‘icehouse’ conditions on the Earth. Visiting MØns Klint in Denmark, Shaviv points out the chalk cliffs dating from the ‘hothouse’ world of the dinosaurs, and the bulldozing action of glaciers in the present ‘icehouse’ era. His interpretations turned out to fit beautifully with the discovery of alternations of warm and cool oceans, by the geologist Ján Veizer of Toronto.

Geologist Jan Veizer, Ottawa, shows a brachiopod, used for estimating Earth’s temperatures the past 500 million years

By 2005, the experiment in Copenhagen was at last running well. It gave very clear evidence for the role of cosmic rays in helping to build small aerosols that grow into cloud condensation nuclei. But the next problem was to get the report published in a scientific journal. Svensmark and his team faced rejection after rejection, for no very good reason. As the eminent physicist Eugene Parker comments in the film, politically incorrect ideas about global warming face this kind of resistance in the scientific community.

At long last, the paper was accepted for publication by the Royal Society of London in 2006. While the champagne flowed, Svensmark said the cloud mystery was solved but wondered when the climate community would catch up with his discovery. The film ends with Shaviv pointing out that we are part of a galactic ecosystem, and Svensmark saying we must no longer think of the Earth as an island in space.

Henrik Svensmark and Jens Olaf Pepke Pedersen with the basement experiment

Conclusion:
Svensmark built the world’s largest cloud chamber at the Danish National Space Centre(Now DTU Space) in Copenhagen. They worked five years in the laboratory before they had the results. During the fall of 2006 the epoch making results were publishing world-wide in science literature. The results concluded that the climate of Earth is decisively influenced by exploding stars and additionally: This mechanism literally turns the Earth’s thermostat upside down. This means that Cosmic rays produces aerosols in our atmosphere, which are necessary for the formation of clouds. Without these aerosols water vapour cannot condense into droplets and form clouds. Remember that water vapour is by far the dominating greenhouse gas, and even very small changes in the global cloud cover will change the Earth radiation budget significantly.

Natural events in our Galaxy and on the manic-depressive Sun decide whether the Earth’s cloud cover is letting the Sun heat or cool the surface of the Earth. The clouds, obedient to the cosmic rays, are the dominant driver of climate change. As a result we have to re-evaluate our understanding of the climate. A new field in climate research called cosmoclimatology is progressing.

Past climate variations
Using this discovery we are now able to explain how the feeble Sun allowed more clouds to form and cool the world 300 years ago during the Little Ice Age. During the 20th Century the Sun doubled its magnetic strength and warmed the Earth. And just recently Henrik Svensmark together with astronomers and geologists have documented an extraordinary relationship between these celestial events and the evolution of biosphere’s millions of years back in time.

The discovery introduces a new fascinating perspective that we are indeed taking part in a intergalactic eco system where the evolution of biosphere’s are linked to celestial forces through climate change on all time scales.

Amigos, o Guto vai ser avôôô. O que há, à mais de novo, em nossa velha amizade?

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A juventude não é um tempo de vida – é um estado de espírito” (YOUTH POEM, de Samuel Ullman, 1918 – “Youth is not a time of life – it is a state of mind).

Caros e nobres amigos,

Diante do milagre da vida, depois de desfrutar os prazeres da ‘pequena morte‘ no gozo, prazeres da vida no tempo, tempo descontinuo e cíclico, nascer e morrer, morrer e nascer, poucas outras coisas tem essa sublime importância em nossas vidas, como a alegria, as amizades e a família, “a vida como ela é“.

Gostaria de registrar também que em nosso encontro na casa do Paulão na Copa, comentamos o óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues, que qualquer um, entre Guto, Neilor, Cláudio e Paulo, poderiam ser avô a qualquer comento, e o Gutão saiu na frente novamente, pois foi o primeiro a se casar.

Em nosso último encontro na EEL em Lins, celebrando um quarto de século de formandos e três décadas desde nosso primeiro contato de bicho para bicho e outros bichos. Estou aqui buscando ganchos, e temos vários, para registrar nossos encontros, celebrações, amizades e companheirismo, uma relação que é como uma extensão de nossas famílias.

E nesse encontro, diferente do que ocorreu em diversas oportunidades anteriores, por motivos outros, os filhos, as filhas e as esposas não participaram, com excessão das esposas do Milton ‘‘cascável‘ e do Chicão; mas tiveram aqueles adolescentes  que não gostaram e bateram o pé, como foi comentado em nossas rodas de bate papo: “pai eu quero participar, porque eu não posso participar?”

É meus caros e nobres amigos, o tempo passa, o tempo voa, mas “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

Vislumbrando os encontros vindouros, para se tornarem mais frequentes ainda, digamos nos próximos 25 anos, que está logo ali, mais ou menos quando o Gutão se tornar bisavô, hehehe…, essa é uma aposta que todos gostaríamos de chegar e até ir além, mas a vida é uma caixinha de surpresa, então vamos tentar enganar o tempo, fazer como constatou o psicólogo Daniel Kahneman, a intensidade da convivência é mais importante do que o tempo e a durabilidade.

E nós temos um exemplo claro sobre esse fato em nossa jornada, o José Henrique, o famoso “Zé Gabarito”,  que no primeiro ano tinha fama de não estudar, só tocar violão e tirar nota 10, daí o apelido apropriado e não poderia ser outro. Mas vejam, o Zé Henrique ficou só um ano estudando conosco na Escola de Engenharia de Lins, se transferiu para outra escola, porém o fato mais interessante é que, continuamos em contato com ele desde então, ou seja, nossa relação de amizade já mostrava sinais de gana, força e harmonia, desde o início quando nos conhecemos.

Millôr Fernandes, disse ao fazer oitenta anos, “alô moçada, quando eu disser no meu tempo, eu quero dizer, daqui a dez anos“, parafraseando-o: alô amigos, quando nós dissermos, em nosso tempo, queremos dizer, daqui a vinte e cinco anos.

Como diz o início do poema de Samuel Ullman, YOUTH POEM, escrito quando ele tinha 78 anos, no início do século XX, “A juventude não é um tempo de vida – é um estado de espírito” (Youth is not a time of life – it is a state of mind).

E lanço aqui uma aposta, para os mais sedentários como eu, aproveitando que amanhã é segunda feira e hoje dia de finados, no próximo encontro vou estar uma dúzia de quilos a menos, estou no meio entre os acima do peso, digamos, entre o Neilor e o Sorriso, um acima do peso e o outro obeso, ou tomo uma atitude e vou para o time do Paulão e do José Pedroso, ou vou fazer companhia ao Sorriso, hehehe. Quem viver verá.

Então vamos brindar aos prazeres e alegrias da vida, um brinde aos primeiros e novos avós da turma, Gutão e Valéria, as moças que faz aniversário essa semana, a Vitória Ferraz e a Lais Borges, as nossas amizades e companheirismo, as famílias e a vida, pois como diz outro poeta, o fingidor, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

Querida e futura mamãe, Mayne,

Mayne(a barriga do pai ainda é maior que a da filha)

Meu presente para seu bebê não terá segredo, será o mesmo presente na essência (muda a cor se for menina ou menino) dos últimos anos aos filhos(as) de amigos e sobrinho(as), como o da Letícia em 12/11/2010, minha sobrinha:

Querido e bem-vinda Letícia: Tu és o fruto da vida e do amor, um presente divino e maravilhoso para seus pais e todas as pessoas que te amam.

Meu presente a você (que um dia vai ler esse mensagem), está simbolizado e nascendo numa pequena muda de Ipê, tão delicada quanto você.

Você está chegando com a primavera, uma das estações que simboliza o sentido da vida, a fé e a confiança que os homens têm na natureza.

As árvores, Letícia, desde os povos da antiguidade têm essa crença, esse espírito sagrado de representar a continuidade da vida. Para celebrarmos a chegada de um presente sagrado e divino que vem dos deuses como você, um presente da mãe-terra, muda de Ipê-rosa a ser plantada no sítio:

“Que sua vida tenha a força e a duração desta árvore”.

Ipê rosa

Beijos,

Tio Wardo.

Minha sobrinha, Letícia com um ano:

Letícia_

Saudações, forte abraço a todos e beijos no coração

Oswaldão

Espetáculo de sonhos, os olhos da alma, os olhos da vida

Caros geonautas,

Hoje voltei à minha infância, voltei meio século no tempo, no tempo em que para aprender a nadar, minha mãe sugeriu-me, “se você engolir um peixinho vivo, vai aprender fácil fácil“, o que fiz, engolindo uma pequena piquira, e a mágica se fez.

O espetáculo “Presente de Vô”, é uma beleza, um masterpiece, como disse a diretora do espetáculo, Regina Bertola, “com sonhos e trabalho, acontece até milagre”, e adicionou, “os sonhos são os olhos da vida”, eu complementaria, um espetáculo maravilhoso, de sonhos, magias, que são os olhos da alma. Parafraseando Harold Bloom, o homem que inventou o ser humanos que somos hoje, Shakespeare: “Somos feitos da matéria dos nossos sonhos“.

Procure, descubra por onde esses encantadores da alma vão se apresentar e leve as crianças, você vai despertar a criança que existe dentro de você. “Para ver bem é preciso ter imaginação“.

Página no facebook: https://www.facebook.com/grupopontodepartida

Sinopse: SESC Belenzinho: Presente De Vô

Teatro Presente de Vô GUTO MUNIZ alta3

O espetáculo marca o lançamento da coleção Presente de Vô, em parceria com o Programa Natura Musical, como parte da comemoração da parceria de quinze anos entre o coro Meninos de Araçuaí e o grupo Ponto de Partida.  O repertório mescla cirandas guaranis, cantigas de ninar africanas, batuques aprendidos com avós do Vale do Jequitinhonha, aleluias misturados a vozes indígenas, Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Milton Nascimento, canções do folclore português – ou recolhidas nas andanças antropológicas de Mário de Andrade – e músicas compostas originalmente para a trilha sonora de quatro histórias para lá de fantasiosas que nos fazem olhar, com um carinho muito especial, para a nossa herança.

Cada música é alinhavada por histórias emocionantes com personagens que vivem situações absurdas e divertidas acerca da perda ou do resgate da memória e dos sonhos, inspiradas no universo do escritor moçambicano Mia Couto.

O grupo Ponto de Partida surgiu na cidade mineira de Barbacena, com amplo repertório de espetáculos em seus trinta e três anos de trajetória. Há quinze anos assumiu a direção artística do Coro Meninos do Araçuaí, em parceria ora comemorada pelo lançamento da coleção e do espetáculo Presente de Vô.

Concepção: Ponto de Partida. Direção geral e dramaturgia: Regina Bertola. Texto: Ponto de Partida, com citações de Mia Couto. Músicas originais: Pablo Bertola, Lido Loschi, Júlia Medeiros e Pitágoras Silveira. Arranjos: Pau Brasil, Gilvan de Oliveira, Pablo Bertola e Pitágoras Silveira. Direção musical: Felipe Moreira. Direção de produção: Júlia Medeiros e Pablo Bertola. Realização: Ponto de Partida, CPCD e Ministério da Cultura. Patrocínio: Natura. Assessoria de imprensa nacional: Vicente Negrão.

Duração: 80 minutos
Local: Teatro

Ex Isto

Vídeo

“… usque consumatio doloris legendi” (leitura penosa até a consumação)
“Ex Ist” – The poet imagined a historical hypothesis: “And if René Descartes had come to Brazil with Maurício de Nassau?”

Um filme livremente inspirado na obra Catatau, de Paulo Leminski. O poeta imaginou uma hipótese histórica: “E se René Descartes tivesse vindo ao Brasil com Maurício de Nassau?”. Interpretado por João Miguel, o personagem envereda pelos trópicos, selvagem e contemporâneo, sob o efeito de ervas alucinógenas, investigando questões da geometria e da ótica diante de um mundo absolutamente estranho.

Ficha Técnica: Cao Guimarães, Minas Gerais, 86 min, 2010