Baruch Spinoza (1632-1677): Inserção do Logos Moderno em Ordem Mítica

O que tem de de conhecimento e sabedoria oriental em Baruch Spinoza?
Os Gregos já escreveu a 2500 anos (Herodotus): “o Oriente é o berço de toda a civilização e de toda sabedoria.”

Desde a viajem de Marco Polo no século XIII para a China, que precede a Divina Comédia (1308-1321, Séc. XIV) de Dante Alighieri, a viajem dos Jesuitas (Macau em 1552), os europeus pré-renascentista e renascentistas, beberam na fonte da civilização greco-romana e da civilização chinesa, nesse período até o começo da idade moderna no ocidente, foram escritos centenas, se não milhares de livros sobre a cultura chinesa.
Como diz o texto, somente na primeira metade do século XVIII, na fermentação do iluminismo, foram publicados 599 livros sobre a China.
(…) In the first half of the 18th century – the heyday of the Enlightenment – 599 foreign language books about China were published. In these texts, China’s Confucian ethics and philosophy, the view that man is a part of nature,….”
Europe’s 500-Year Chinese Dream
http://english.cntv.cn/special/newleadership/chinesedream03.html

E a cultura intelectual livresca tupiniquim?

Como diria Darcy Ribeiro sobre os intelectuais livresco tupiniquim, “os agentes europeuzinho aqui”, ou Gilberto Freyre, sobre o Brasil ser a “China Tropical” (2011), portanto antes de Darcy Ribeiro, já alertava sobre nossa propensão em europeizar-se e americanizar-se, embora em nossa formação, sejamos bem menos influenciados pela cultura europeia que achamos, temos em nossa raízes, em nossa cultura popular, bem mais mouros que supomos, assim como da cultura chineses e claro, africana, mas continuamos a ver o mundo somente do ponto de vista dos europeus, dos americanos, e aí “demos uma enorme dificuldade em entender o mundo” (Milton Santos).

Em um debate no CCBB em sampa, alguns anos atrás, sobre o filme Jango (1984), de Sílvio Tendler, com ele presente no debate, argumentei que a melhor definição sobre o golpe de 1964, na minha modesta e limitada visão, foi definida pelas palavras de Leonel Brizola, quase meio século depois e anos antes dele morrer, disse ele sobre a esquerda no poder em 1961: “Ganhamos o poder de graça e não sabíamos o que fazer” e emendei sobre a minha visão do filme, o filme mostra como somos uma sociedade de maturidade estudantil, ainda estamos na adolescência da mediocridade, na qual fui veementemente contestado pelo diretor do filme.

Nesse crise e diria, fim de um ciclo da democracia brasileira, na qual a esquerda, com base sindicalista, chegou ao poder novamente, depois de 12 anos, – o segundo fracasso da esquerda no poder – vemos que as estruturas patrimonialistas não mudou quase nada, continuamos gastando 45% do que arrecadamos com juros da dívida, a pequena grande mudança – quirelas de pão – que foi implementada, o Bolsa Família, foi feito pela percepção e intuição de Lula, pois a depender de sua equipe de auxiliares petista, não teria implementado.

La nave va

Cidadania & Cultura

Spinoza

Baruch de Espinoza (24 de novembro de 1632, Amsterdã — 21 de fevereiro de 1677, Haia) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Na mesma época em que excomungaram Juan del Prado (leia post anterior) pela primeira vez, Karen Armstrong conta, em seu livro Em nome de Deus: o fundamentalismo no judaísmo, no cristianismo e no islamismo (Tradução: Hildegard Feist. São Paulo; Companhia das Letras; 2001), que os rabinos se voltaram contra Baruch Spinoza, que tinha então 23 anos de idade. Ao contrário de Prado, Spinoza nasceu em Amsterdam. Seus pais eram marranos judaizantes em Portugal e, quando se instalaram em Amsterdam, conseguiram fazer a transição para o judaísmo ortodoxo. Portanto, Spinoza não sofreu…

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Uma resposta em “Baruch Spinoza (1632-1677): Inserção do Logos Moderno em Ordem Mítica

  1. Fernando Nogueira da Costa diz:
    22/11/2014 às 19:07
    Prezado Oswaldo,
    só discordo de sua avaliação final: “o Bolsa Família, foi feito pela percepção e intuição de Lula, pois a depender de sua equipe de auxiliares petista, não teria implementado”.

    Sugiro rever essa informação, pois fui testemunho ocular, na Caixa, que muitos colegas que, de fato, participaram da implementação prática do Programa Bolsa Família, não mereceram nenhum crédito. Entre os quais, destaco Jorge Mattoso, pois a Caixa Econômica Federal desenvolveu a estrutura técnica para alcançar milhões de beneficiários em todo o país, Ana Fonseca, estudiosa do tema que mais tarde coordenaria o Bolsa Família, e o idealizador do Programa Fome Zero, o professor José Graziano da Silva, do Instituto de Economia da Unicamp, atual presidente da FAO. Isto sem falar no papel-chave do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias.
    att.

    O seu comentário aguarda moderação.
    22/11/2014 às 20:15
    Fernando,
    Concordo com você, o time, as pessoas que participaram da implementação prática do programa, é de primeira, mas você sabe que a ideia original não era do PT, e a turma do “apparatique’ partidário foi contra, essa ideia já tinha sido apresentada à FHC, mas ele e sua sensibilidade de príncipe da sociologia livresca, perdeu mais essa, e essa é a essência da majoritária elite livresca tupiniquim,…..

    Outra história, ano passado, num debate na FFLCH, com nada mais nada menos com um dos formadores de nossa história recente, que admiro e respeito, Luiz Felipe de Alencastro, com seu “TRATADO DOS VIVENTES”, numa entrevista na Revista FAPESP em outubro de 2011, disse, o Brasil comprou sua independência, D. Pedro I fez um acordo com a Inglaterra para assumir o Trono em Portugal”, ou seja, pode-se dizer que é um demiurgo, para aumentar a lista de mestre Antonio Candido, como Celso Furtado, Raymundo Faoro etc.

    Fiz a ele uma última pergunta e provocação, disse que em 2014 faria 100 anos que as forças armadas francesas havia invadido a casa de Santos Dumont para, entre outros, roubar os projetos dele de aviação, com a desculpa de que estaria traindo a França blablablá, pode se dizer que é um segundo caso Dreyfus, guardadas as devidas proporções.
    Perguntei-lhe: Quantos vezes vocês questionou as autoridades francesas para se reparar e se desculpar sobre esse episódio?
    Ele ficou com o rosto vermelho na hora, ou seja, certamente conhecia as injustiças que foi feita contra Santos Dumont e consequentemente com a história e o Brasil, mas admitiu que jamais abriu a boca, nem um a palavra sobre o assunto, assim como os milhares de intelectuais tupiniquim que foram e vão pegar sua chancela da especialização francesa.

    Esses anos de participação em algumas universidades, universidades que tem algumas ilhas de excelência, mas no geral são uma ilha da fantasia, não tem e nunca teve nada com a cultura popular do povo brasileira, deparei-me com a música da Maysa, “Meu Mundo Caiu”, e então meu caro, “se meu mundo caiu, eu que aprenda a levantar”.

    Gostaria de acrescentar que sou otimista com relação ao Brasil, dentro da perspectiva de tempo oriental, para tal peguei emprestado a figura de linguagem de Machado de Assis, incorporei o personagem Brás Cubas, sou ele no fim do século XXI, estou olhando a história do Brasil, principalmente do meio do século para o fim, acredito que muita coisa vai mudar nesse século, porque o Brasil ainda nem conhece sua história, ou seja, “o importante é inventar o Brasil que nós queremos”.
    La nave va.

    Fernando Nogueira da Costa diz:
    22/11/2014 às 21:41
    Prezado Oswaldo,
    de acordo, de acordo…

    Ontem, lendo o obituário de Márcio Thomaz Bastos, pensei mais uma vez a respeito desse exemplo de gente boa que busca “inventar o Brasil que nós queremos”. Já colhemos alguns frutos do que ele e sua equipe implantaram para o combate à corrupção.

    Sei que há léguas a nos separar
    Tanto mar, tanto mar
    Sei, também, que é preciso, pá
    Navegar, navegar

    abs

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