Futuro Climático do Planeta

Caros geonautas,

A agenda política global, o ego humano e a ciência.
Antonio Donato Nobre tem certezas, a certeza do consenso, garante que a mudança do clima já não é mais previsão científica, mas realidade. “Estamos indo para o matadouro”.
Qual previsão científica, cara pálida?

“Contra o positivismo, que pára perante os fenômenos e diz:
‘Há apenas fatos’. eu digo: ‘Ao contrário, fatos é o que não há;
há apenas interpretações’.” (Nietzsche).

“As variações da ciência dependem das variações das
necessidades humanas, e os homens de ciência costumam
trabalhar, quer queiram, quer não, consciente ou
inconscientemente, a serviço dos poderosos ou do povo, que
lhes pedem confirmação de suas aspirações.”

“O conhecimento está a serviço da necessidade de viver… E
essa necessidade criou no homem os órgãos do conhecimento…
O homem vê, ouve, apalpa, saboreia e cheira aquilo que precisa
ver, ouvir, apalpar, saborear ou cheirar … Os parasitas que, nas
entranhas dos outros animais, vivem dos sucos nutritivos por
estes preparados, como não precisam de ouvir ou ver, não
ouvem nem vêem … Para estes parasitas não deve existir nem o
mundo visual nem o mundo sonoro.”
Miguel de Unamuno- Rubem Alves – Filosofia da Ciência, pág. 150.

1- The Cloud Mystery
Henrik Svensmark’s documentary on climate change and cosmic rays (2007)

2- The Cloud Experiment at CERN – Jasper Kirkby follows up on Henrik Svensmark’s work
http://normanpilon.com/2014/01/05/the-cloud-experiment-at-cern-jasper-kirby-follows-up-on-henrik-svensmarks-work/

3- Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial’
(…) O Ocidente pode se tornar (novamente), uma sociedade covarde?
William Shakespeare, poderia dizer através da voz de seu personagem trágico, Othello Euro-Americano: “yes we can“.
https://engenhonetwork.wordpress.com/2013/10/03/celso-furtado-e-o-ocidente-em-state-of-denial/

La nave va,
Sds,

Cidadania & Cultura

Antonio Nobre - INPE

Especialista na relação da Amazônia com o clima, o agrônomo Antonio Donato Nobre faz conexões entre a seca no Sudeste e o desmatamento das florestas. Assustado com os mais de 200 artigos sobre o tema que leu em quatro meses para compilar o estudo “O Futuro Climático da Amazônia“, lançado no final de outubro, em São Paulo, Nobre garante que a mudança do clima já não é mais previsão científica, mas realidade. “Estamos indo para o matadouro”, diz.

Nos últimos 40 anos foram destruídas 40 bilhões de árvores na floresta. “É o clima que sente cada árvore retirada da Amazônia”, diz o pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Árvores amazônicas antigas produzem mil litros de água por dia. O ar úmido é também “exportado” para áreas como o Sudeste, com vocação para deserto.

Nobre, que vem…

Ver o post original 2.800 mais palavras

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4 respostas em “Futuro Climático do Planeta

  1. Comentário no blog do Fernando:
    Caro Fernando,
    De volta para o futuro do presente, parafraseando o bruxo do Cosme Velho numa mera questão de instinto, a genialidade do mestre no “Instinto de Nacionalidade” (“Notícia da atual literatura brasileira: instinto de nacionalidade”, 1873), o meu limitado conhecimento em instinto de provocação:
    Qual previsão científica, cara pálida?
    A ciência que trata a história e as estatísticas como fato e não como hipótese?

    Eu nado contra a maré;

    1- Allan Savory:
    How to fight desertification and reverse climate change
    TED2013 · 22:19 · Filmed Feb 2013
    Subtitles available in 30 languages

    “Desertification is a fancy word for land that is turning to desert,” begins Allan Savory in this quietly powerful talk. And it’s happening to about two-thirds of the world’s grasslands, accelerating climate change and causing traditional grazing societies to descend into social chaos. Savory has devoted his life to stopping it. He now believes — and his work so far shows — that a surprising factor can protect grasslands and even reclaim degraded land that was once desert.

    2- Matt Ridley on How Fossil Fuels are Greening the Planet
    Publicado em 13/03/2013
    Matt Ridley, author of The Red Queen, Genome, The Rational Optimist and other books, dropped by Reason’s studio in Los Angeles last month to talk about a curious global trend that is just starting to receive attention. Over the past three decades, our planet has gotten greener!

    Even stranger, the greening of the planet in recent decades appears to be happening because of, not despite, our reliance on fossil fuels. While environmentalists often talk about how bad stuff like CO2 causes bad things to happen like global warming, it turns out that the plants aren’t complaining.
    Approximately 18 minutes.
    Produced by Paul Feine and Alex Manning.
    Go to http://reason.com/reasontv/2013/03/11… for downloadable versions and subscribe to ReasonTV’s YouTube Channel to receive notifications when new material goes live.

    La nave va, (a uma velocidade de translação de 1.786,8 Km/h, ou 29,78 Km/s, e os seres, eu, você e os seres mortais em geral, não percebe nada, absolutamente nada).

  2. Comentário no Blog do Fernando:

    Caros geonautas,
    Para entender a agenda da geopolítica global, a descendência da geopolítica ocidental (ladeira à baixo dos últimos séculos?), é preciso ser valente, nada melhor que Assis Valente:
    E O Mundo Não Se Acabou (Carmen Miranda)

    Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
    Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
    E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
    Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

    Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
    Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
    E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
    Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

    Acreditei nessa conversa mole
    Pensei que o mundo ia se acabar
    E fui tratando de me despedir
    E sem demora fui tratando de aproveitar

    Beijei na boca de quem não devia
    Peguei na mão de quem não conhecia
    Dancei um samba em traje de maiô
    E o tal do mundo não se acabou

    Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
    Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
    E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
    Por causa disso nessa noite lá no morro não se fez batucada

    Chamei um gajo com quem não me dava
    E perdoei a sua ingratidão
    E festejando o acontecimento
    Gastei com ele mais de quinhentão
    Agora eu soube que o gajo anda
    Dizendo coisa que não se passou
    Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
    Porque o mundo não se acabou

    Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
    Por causa disso a minha gente lá de casa começou a rezar
    E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
    Por causa disso nessa noite lá no morro nem se fez batucada

  3. Comnetário no Blog do Fernando:

    Caro geonautas,

    Vou subir o tom da provocação, na linha do maestro Tom Jobim, “a lógica mostra que a lógica não tem lógica,…., a linguagem musical basta”.

    Para cutucar a onça com a vara curta, à da intelectualidade tupiniquim, os “agentezinhos europeus aqui” da qual provocou mestre Darcy Ribeiro já nós anos 50, ou seja, ainda não mudamos quase nada, a mediocridade reina de forma absoluta, ou como diria Paulo Francis, “a universidade no brasil pensa mal”, e para citar um outro intelectual outsider, Milton Santos:

    “Descolonizar-se, para Milton Santos, era aprender a enxergar o mundo pelos próprios olhos.
    “O mundo é o que se vê de onde se está”, dizia. “Mas insistimos em ser europeus. (…) Achamos mais chique pensar como pensam os americanos. E aí temos uma enorme dificuldade de entender o mundo.”

    1- Fernando Barbosa Lima – Darcy Ribeiro: O Guerreiro Sonhador (pt.2)
    Transcrição da fala de 5:43 min. à 8:30 min.:

    “Eu tinha antipatia pelo Anísio, achava o Anísio um udenista (UDN) muito pequenininho, ranzinza, eu tinha essa antipatia por ele e ele tinha por mim. Há uma frase do Anísio sobre mim, a primeira frase do Anísio muito engraçada, ele dizia, “só pode ser um imbecil, dizem que é inteligente, e se dedica por 0,02% da população brasileira, se fosse inteligente, se dedicaria pelos outros 99,98% da população brasileira, é ideiota, é idiota“, ele também se negava a falar comigo,…, “ele também é um homem rude, um soldado do Rondon, esse negócio, ele quer ser bandeirante“.

    2- Globalização Milton Santos – O mundo global visto do lado de cá.
    Enviado em 05/06/2011
    O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte.
    O cineasta conheceu Milton Santos em 1995, e desde então tinha planos para filmar o geógrafo. Os anos foram passando e, somente em 2001, Tendler realizou o que seria a última entrevista de Milton (que viria a morrer cinco meses depois). Baseado nesse primeiro ponto de partida o documentário procura explicar, ou até mesmo elucidar, essa tal Globalização da qual tanto ouvimos falar.
    O documentário percorre algumas trilhas desses caminhos apontados por Milton, vemos movimentos na Bolívia, na França, México e chegamos ao Brasil, na periferia de Brasília. Em Ceilândia, a câmera nos mostra pessoas dispostas a mudar as manchetes dos jornais que só falam da comunidade para retratar a violência local. Adirley Queiroz, ex-jogador de futebol, hoje cineasta, estudou os textos de Milton e procura novos caminhos para fugir do ‘sistema’ ou do Globaritarismo — termo criado por Milton Santos para designar a nova ordem mundial.

  4. Comentário no Blog do Fernando:

    Ocidente, Oriente, meritocracia e o novo mundo
    Post: SEX, 08/11/2013 – 15:42 – ATUALIZADO EM 08/11/2013 – 15:42

    Prezados geonautas,

    Comentário aos posts de Renato Santos de Souza: Desvendando a espuma (I e II): de volta ao enigma da classe média.

    Eu gostaria de agradecer ao Professor Renato Santos de Souza, pelos dois artigos e reflexões. Sobre o texto não teria nada a criticar, pelo contrário, estou na vivessênciaprendiz, que bom que existe vida nas universidades, eu tenho dúvidas se é maioria, mas essa lufada de colocar os pingos nos is, foi muito bem vinda, qualitativa e quantitativa, eficiente e significativa. Mas gostaria de acrecentar uma provocação, como o Renato lembra-nos “o verso, cada um de nós é um universo (Raul sixas)- a pérola da concepção subjetiva e complexa do ser humano”, tanto o texto do Renato, como os comentários, o universo, as bases do nosso universo se limita ao mundo ocidente, a única matriz considerada pelas elites. Eu gostaria de trazer outros dois universos, o universo ameríndio, por meio de Darcy Ribeiro e o universo Oriental.

    Darcy fazendo a crítica ácida a nossa formação secular das elites brasileiras, e um vídeo recente indicado por Martin Jacques, legendas em português, o chinês eric X. Li, fala da cultura milenar oriental e ao mesmo tempo, espoe as víceras do desmoronamento da catedral do modelo ocidental dos últimos séculos, que é a crise de valores morais e éticos pelo que passa o mundo ocidental, e não crise econômica, da qual Martin Jacques tornou-se um especialista, uma referência, desde 2010 (Quando a China Dominar o mundo), visão que também teve nosso filósofo social no fim do século XX, artigo meu do mês outubro de 2013: Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial’).

    Darcy Ribeiro, no documentário, “O Guerreiro Sonhador”, de Fernando Barbosa Lima, diz a certa altura sobre Anisío Teixeira, vejam bem, a crítica é nada mais nada menos, para Anísio Teixeira:

    (..) “a cabeça do Anísio […] era uma pessoa pelo qual não passou nenhuma informação sobre índio, nunca, era um agentizinho europeu aqui,…”

    Isso é para mostrar nossas víceras sim, minhas dúvidas e de muitos sobre nossos elites, universidades,…, têm raízes de longa data, em muitos sentidos ainda somos colonizados, ou como disse Darcy, estamos cheios de “um agentezinho europeu aqui”. (fiz abaixo toda a transcrição da fala de Darcy no vídeo sobre esse contexto).

    O vídeo de Eric X. Li coloca entre outras questões, o sistema de meritócracia e de valores morais e éticos, da civilização milenar chinesa. Por sinal é o curso que está bombando em Harvard desde 2011, não é sobre moral e éticas no ocidente, mas sim “Moral e Ética na Filosofia Chinesa”.

    Como vislumbrou Celso Furtado, disse em seu discurso de posse na ABL,

    (…) “Com efeito, as projeções mais recentes a respeito da distribuição espacial dos frutos do desenvolvimento, tanto econômico como científico, indicam que nos próximos dois a três decênios o mundo Oriental terá alcançado, ou mesmo superado, o Ocidente.”

    A elite brasileira, e o Brasil, estamos na mesmas condições que Friedric List na alemanha de 1841.

    Links:

    1- Fernando Barbosa Lima – Darcy Ribeiro: O Guerreiro Sonhador (pt.2)

    Transcrição da fala de 5:43 min. à 8:30 min.:

    “Eu tinha antipatia pelo Anísio, achava o Anísio um udenista (UDN) muito pequenininho, ranzinza, eu tinha essa antipatia por ele e ele tinha por mim. Há uma frase do Anísio sobre mim, a primeira frase do Anísio muito engraçada, ele dizia, “só pode ser um imbecil, dizem que é inteligente, e se dedica por 0,02% da população brasileira, se fosse inteligente, se dedicaria pelos outros 99,98% da população brasileira, é ideiota, é idiota”, ele também se negava a falar comigo,…, “ele também é um homem rude, um soldado do Rondon, esse negócio, ele quer ser bandeirante”.

    Alguns amigos queriam nos aproximar e ele tinha má vontade, um dia eu fui fazer uma conferência para ele, para um grupo em que ele estava, ele nunca tinha assistido uma conferência minha, ele viu a conferência, eu fiz uma comparação entre dois povos G, um COCAMECRA e os CRAOS e fiz um contraste, de repente o infeliz se interessou muito, o Anísio e disse, “é igual Atenas e Esparta, é igual”, ou seja, de Atenas e Esparta que era o interesse dele, ele é de formação européia, uma cabeça feito na igreja, a cabeça do Anísio se liberou na filosofia norte americana, era uma pessoa pelo qual não passou nenhuma informação sobre índio, nunca, era um agentizinho europeu aqui, ele precisava, atraves da Grécia, do contraste bonito entre Atenas e Esparta, ele pode ver que os índios poderiam ser interessantes, risos,…, isso nos aproximou mais ou menos. Ele criou nessa época uma série de centros de estudos sociais, de Antropologia, Sociologia, tendo em vista, conhecer melhor a cultura brasileira, para fazer uma escola mais adaptada para o Brasil, e eu fui trabalhar nisso aí, isso me aproximou dele cada vez mais, houve uma espécie de paixão, depois paixão por uma vida inteira, a minha pelo Anísio e dele para mim, uma identificação tão grande que nós passamos a trabalhar com colaboradores muito próximos.”

    Em 1957, Anísio Teixeira convida Darcy para trabalhar no Centro de Pesquisas Educacionais, do Ministério da Educação e Cultura.

    2- TED vídeo: Eric X. Li: Um conto de dois sistemas políticos (FILMED OCT 2010 • POSTED JAN 2011 • TEDSalon London 2010)
    É uma suposição padrão no Ocidente: à medida que uma sociedade progride, uma hora ela se torna uma democracia capitalista multi-partidária. Certo? Eric X. Li, um investidor e cientista político chinês, discorda. Nesta palestra provocativa que rompe fronteiras, ele pede que o público considere que há mais de uma maneira de administrar uma nação moderna bem sucedida.

    3- Martin Jacques:
    Understanding the rise of China
    TEDSalon London 2010 · 21:30 · Filmed Oct 2010
    Subtitles available in 33 languages

    Speaking at a TED Salon in London, Martin Jacques asks: How do we in the West make sense of China and its phenomenal rise? The author of “When China Rules the World,” he examines why the West often puzzles over the growing power of the Chinese economy, and offers three building blocks for understanding what China is and will become.

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