Carta Aberta à EEL/UNILINS

Prezados, Meireles, Amigos, Colegas, Alunos e Professores,

Meu foco de ação aqui é o futuro do presente, visando o encontro de 11 de outubro,  como foram as tentativas anteriores, seja em 2012 e em 2013.  (No dia 10, na sexta à tarde estaremos em um pequeno grupo no Chopão, todos estão convidados e serão bem vindos).

Vamos transformar vontade em ação, a “A vontade dos colegas que estão a frente da AELINS é promover encontros principalmente em São Paulo e outras cidades para aumentar este relacionamento profissional“, adicionar a vontade das demais pessoas, seja da instituição EEL/UNILINS e/ou ex-alunos, em fatos concretos, vamos ampliar o raio de ação para além da comemoração, emoção e a saudade, criar um Forum para a troca de ideias e experiências, seja profissional, seja sobre o futuro da Instituição dentro do contexto das mudanças geopolíticas globais e a educação nesse contexto.

Alias, gostaria de ressaltar, que o nascimento da EEL, guardadas as devidas proporções, encontra semelhança as mudanças globais do mundo hoje, pois foi num contexto das mudanças mundiais do pós-guerra, dos anos dourados global e local com JK e o nascimento de Brasília, da Bossa Nova, do Cinema Novo, do projeto do Rodoanel da grande São Paulo que ainda não está pronto, da construção da Rodovia Castelo Branco,etc, etc, etc….

Wikipedia, Histórico: “Os primeiros estudos para a construção da rodovia datam de 1953, e, de acordo com o DER-SP, o projeto é de 1961. Destinada a ser a primeira autoestrada brasileira, sua construção teve início em 1963

Aqui gostaria de lembrar algumas palavras de memória das aulas do Jairo Porte em 1982, “Na inauguração da rodovia forma construídos quilômetros e mais quilômetros de flores no meio do canteiro da rodovia, um desperdício de dinheiro público absurdo,….

Eu vou na jugular, começar principalmente onde nascemos e fomos batizados como engenheiro, em nossa casa, que pode se estender também para qualquer outro local e cidade, pois o bom filho a casa torna. Como dizia Jorge Amado, “o global é o local sem muros“.

Gostaria de ressaltar um ponto chave, creio, que esse não é somente mais um encontro, e sim mais um encontro de meio século de existência da EEL, Portanto, para quem gosto do que faz, faz com alegria, prazer e reflexão, pois andam ou podem andar juntos. O fazer precede o saber, e o saber precede o ensinar, já diziam à milênios, os sábios e analfabetos, como Sócrates, que não só era analfabeto, mas era contra a escrita, essa aposta ele perdeu.

Meireles, eu agradeço-lhe pelo convite (Gostaria que voce se prepara-se para colocar a sua ideia na nossa solenidade de forma clara e objetiva.), mas não será necessário, posso perfeitamente, como muitos aqui, usar este espaço, no encontro pretendo sentar lá no fundão da sala 13.

No encontro eu gostaria de ouvir histórias em palestras dos fundadores, quem sabe do Jairo Porto, ou Casadei, ou os dois e demais fundadores que pensaram e colocaram as ideias em ação, em prática, e que ainda continuam na luta, é deles que gostaria da presença no encontro, principalmente ouvir a história do nascimento da EEL nesses 50 anos. Assim como de ex-alunos, como Sérgio Boaventura,  que creio foi aluno da primeira turma.  Certamente estará presente em espírito, meus mestres e de muitos, Nabuco, Agarbe, e o Edgar Pastorello, que nos tratava como um igual, como um amigo.

O mundo de meio século atrás na qual o mestre Jair Bernardes, uma grande figura humana, dizia a primeira definição da palavra engenharia da Inglaterra do século XVIII/XIX: “a engenharia e a arte de dirigir as grandes fontes de energia, para uso e conveniência do homem”.

Essa definição não é uma definição de engenheiro, ou só de engenheiros, é uma construção de modelo de mundo que vem de longa data, desde o renascimento ou desde que Marco Polo voltou da China no século XIII e mudou a visão do hoje velho continente.

Na minha modesta visão é esse modelo de mundo que está desabando, podem ser limitada, e o são, mas as digo:

Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial’ (03/10/2013)

Como o início do desabamento da catedral da ciência da certeza no final do século XIX com Henri Poincaré, e com o físico vienense, Ludwig Boltzmann, mas que ainda está em nossos comportamentos, em nossas ações do dia a dia, e muitas vezes não sabemos.

A AELINS não é um objetivo final para mim, não participei no passado, não estou participando e não vou participar no futuro, mas pode ser mais um canal para criamos Foruns e levarmos ideias e propostas concretas a Instituição de ensino que nasceu como EEL e que completa meio século, o que eu gostaria é de participar de um grupo para essas reflexões e ações.

Nos dias de hoje, eu só acredito em um único partido, o POA – Partido do Oswaldo e Amigos, nem votar mais eu voto, eliminei pontos que considero não prioritários. Mas tenho sim uma visão sobre as questões políticas e geopolíticas, e o foco dessa visão se restringe aos cenários, se ganhar A, ou B ou C, seja qual for ovencedor, quais podem ser os cenários, de oportunidades e riscos em meus negócios.

As minhas reflexões dos últimos anos pode ser dividas em três fases, otimista-ufanista, pessimista e a realidade dos fatos, como dizia Eduardo Galeano, “Nós somos o que fazemos, mas somos especialmente, o que fazemos para mudar o que somos”:

1-      1- Fase otimista-ufanista:

Dobrando à aposta de JK (50 anos em 5): Desenvolver 100 anos numa geração

Brasil, a primeira sociedade afluente dos trópicos?

DOM, 20/11/2011 – 10:55 ATUALIZADO EM 02/12/2012 – 03:16

2-      2-Fase pessimista e apostas em cenários da política tupiniquim:

Uma aposta na ruptura da polarização entre PT e PSDB de duas décadas

SAB, 19/01/2013 – 13:46 ATUALIZADO EM 20/02/2013 – 11:54

Brasil: sociedade na adolescência -“Alunos Forever”

TER, 29/01/2013 – 14:10 ATUALIZADO EM 30/01/2013 – 19:03

O lulismo e a desafiante do poder, Marina Silva

QUA, 13/02/2013 – 16:58 ATUALIZADO EM 14/02/2013 – 20:3

O ‘Brasil Nação’ hoje é a Alemanha de Friedrich List em 1841

Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, qui, 04/04/2013 – 13:47

3- Realidade dos fatos – Cenários de geopolíticas:

Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial’

Publicado em outubro 3, 2013

Marina Silva, o Lula de saia, sem jogo de cintura

DOM, 31/08/2014 – 20:07

Saudações a todos,

Engenharia de ideia e laços sociais.

Oswaldo Conti-Bosso

Quem sou e de onde vim?

Postado por Oswaldo Conti-Bosso em 11 fevereiro 2011

Penápolis: “a princesinha da noroeste”

Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, dom, 07/10/2012 – 11:16

Prova no mimeógrafo, perdi a prova, mas não piada

Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, qui, 24/01/2013 – 20:00

A “Carteirinha de Estudante” (1974), o Diretor e Eu (garoto)

Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, dom, 03/02/2013 – 10:55

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Uma resposta em “Carta Aberta à EEL/UNILINS

  1. “Trabalho e lazer são partes complementares do mesmo processo de vida e não podem ser separados sem destruir a alegria do trabalho e a alegria do lazer.”

    Buddhist Economics: How to Stop Prioritizing Goods Over People and Consumption Over Creative Activity
    by Maria Popova
    “Work and leisure are complementary parts of the same living process and cannot be separated without destroying the joy of work and the bliss of leisure.”
    http://www.brainpickings.org/index.php/2014/07/07/buddhist-economics-schumacher/

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