Cenário Internacional

Caro Fernando,
Gostei da análise, muito bom, mas, porém, todavia,…., o alter ego humano ocidental, ainda olha muito para seu umbigo, claro nem todos, incluindo David Levy, que diz em forma codificada:
(…) Levy acha que a origem dos males econômicos do mundo é muito mais complexa e profunda do que pensam os investidores focados no colapso do mercado imobiliário. O problema não se resume ao fato de os americanos terem assumido contratos de crédito imobiliário que não tinham condições de pagar. Estaria, isso sim, no excesso de empréstimos de muitos tipos tomados em muitos países, tanto por empresas como por pessoas físicas. Esse excesso de endividamento começou há tanto tempo – Levy o atribui à década de 1980 nos EUA – que as pessoas perderam a noção de quanto é prudente assumir em termos de dívidas”.
Herodotus, há 2500 anos: “O Oriente é o berço de toda a civilização e toda a sabedoria”.
E sobre aquele pedacinho do mundo, na qual já tem hoje, mais da metade da população mundial, segundo os dados globais, diz Martin Jacques (http://www.martinjacques.com/), e também no estudo da McKinsey entre a crise no ocidente e a China:

McKinsey Global Institute – Report: China’s digital transformation
With more than 600 million users, China is already the world’s largest Internet market, but its economy is on the cusp of an even greater transformation as more businesses go digital. A recent report from the McKinsey Global Institute finds that new applications of the Internet in key sectors of the Chinese economy could account for up to 22 percent of the country’s GDP growth from 2013 to 2025. more:
http://www.mckinsey.com/insights/high_tech_telecoms_internet/chinas_digital_transformation?cid=other-eml-nsl-mip-mck-oth-1408

Cidadania & Cultura

Cenários

Bernanrd Condon (AP apud Valor, 24/07/14)  acha que, no momento mesmo em que a economia dos EUA se fortalece, outros países ameaçam retardá-la.

Empresas americanas estão criando vagas no ritmo mais forte desde o fim da década de 90, e a economia do país finalmente parece pronta para crescer a um ritmo saudável. Mas a fragilidade do crescimento de França, Itália, Rússia, Brasil e China sugere que o velho chavão “quando os EUA espirram, o resto do mundo pega pneumonia” pode ter de ser mudado. Talvez o resto do mundo é que vai espirrar desta vez, e os EUA é que vão pegar pneumonia.

Ver o post original 1.388 mais palavras

Anúncios

2 respostas em “Cenário Internacional

  1. Comentário do Fernando em seu Bog:
    Fernando Nogueira da Costa diz:
    09/08/2014 às 11:36
    Prezado Oswaldo,
    acabei justamente de agendar dois posts a respeito da transição entre modos de produção e da comparação Civilização Ocidental X Civilização Oriental. Neste, eu interpretei as séries temporais de longo prazo (milênios) que Thomas Piketty apresentou em seu livro “O Capital do Século XXI” e lancei uma provocação: o Capitalismo Liberal já era! Tem deadline para seu encerramento: em meados deste século (2050)! Viva o Capitalismo de Estado ou o Socialismo de Mercado!

    Considerando os auges e as quedas de outras civilizações, que tiveram ciclos “meio” milenares, o “determinismo histórico” (sic) mostra o seguinte: República Romana (550aC-44aC) -Império Romano Ocidental (44aC-476dC) – Império Bizantino (476-1453) – Império Chinês I (Dinastia Ming 1368-Guerras do Ópio Anglo-Chinesa: 1839-1842 e 1856-1860) – Império Euro-Americano (1492-2050) – Império Chinês II (1979-…)
    att.

  2. Segundo comentário meu neste post, no Blog do Fernando:
    Oswaldo Conti-Bosso diz:
    O seu comentário aguarda moderação.
    09/08/2014 às 12:43
    Caro Fernando,

    Considerando a “art of long view”, temos que citar o nosso mestre e Filósofo Social (…, economista uma ova):

    Celso Furtado e o Ocidente em ‘State of Denial’

    (…) “O interesse crescente pelos trabalhos científicos e suas aplicações tecnológicas é traço marcante da civilização ocidental. As grandes civilizações orientais haviam amealhado uma massa enorme de conhecimentos, mas não chegaram a captar as complexas relações entre conhecimento ordenado (ciência), a riqueza ordenada (bens e serviços), e a faculdade normativa de exercer o poder. Hoje, esse quadro já não é mais o mesmo: as posições de vanguarda do Ocidente na ciência e em suas aplicações, que o singularizaram até o fins do século XIX, esvaneceram-se nos últimos decênios do século XX. Com efeito, as projeções mais recentes a respeito da distribuição espacial dos frutos do desenvolvimento, tanto econômico como científico, indicam que nos próximos dois a três decênios o mundo Oriental terá alcançado, ou mesmo superado, o Ocidente.” (“A responsabilidade dos cientistas” – Discurso de Posse na ABL, 04 de julho de 2003 – Celso Furtado Essencial, 2013 p: 489).

    A minha provocação esta no texto:
    O Ocidente pode ser tornar, novamente, uma sociedade covarde?
    William Shakespeare, poderia dizer através da voz de seu personagem trágico, Othello Euro-Americano: “yes we can”.
    https://engenhonetwork.wordpress.com/2013/10/03/celso-furtado-e-o-ocidente-em-state-of-denial/

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s