Marina Silva, o Lula de saia, sem jogo de cintura

Caros geonautas,

Nada se entende fora da história”, eu “mato a cobra e mostro o pau” sobre a polêmica frase no Blog do Fernando Rodrigues, que ele atribui a Zé Dirceu (clique aqui), e também a negativa em vários blogs, como o Blog do Marat Calado (clique aqui), o Top News (clique aqui).

Não vou dizer que o Fernando está com meia verdade, muitos podem ter dito, mas eu disse essa expressão num artigo de 19 de janeiro de 2013, na qual o Nassif colocou como post no Blog, e obteve 66 comentários, que continuam lá:

Uma aposta na ruptura da polarização entre PT e PSDB

(SAB, 19/01/2013 – 13:46  / ATUALIZADO EM 20/02/2013 – 11:54 )

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/uma-aposta-na-ruptura-da-polarizacao-entre-pt-e-psdb

(..) “A trajetória de Marina Silva, guardadas as devidas proporções, pode ser considerada como o Lula da Silva “de saia”, ……”.

E também gostaria de adicionar hoje que, a Marina Silva, claramente ainda não tem o jogo de cintura e a maturidade política de Lula, é uma turrona, teimosa, não confia e não sabe ouvir seus interlocutores. Essa faceta ficou clara ano passado após o não registro da REDE SUSTENTABILIDADE e a crítica de Alfredo Sirkis, relatado na mídia em geral, como a reportagem do Jornal O Globo:

Sirkis diz que Rede ‘deu mole’ e faz duras críticas a Marina

Portanto reafirmo o que disse em 19 de janeiro de 2013, acrescido da visão de hoje: Marina Silva é o Lula de saia sem jogo de cintura. O quanto ela mudou e amadureceu, após todos os revezes do ano passado e agora o efeito Eduardo Campos, o tempo dirá.

Quem viver verá!

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A USP não é problema, é solução!

Cidadania & Cultura

João Sette WhitakerÉ um post longo, mas muito relevante e bem embasado, o publicado no Blog do João Sette Whitaker.

1. Resumindo os Fatos:

Entre 2010 e 2013, a USP parecia viver momentos de euforia. Além da presença já tradicional da universidade no topo da produção científica nacional, um Reitor escolhido a dedo pelo Governador José Serra (afinal, era o segundo colocado da lista tríplice), o Prof. João Grandino Rodas, punha em prática uma gestão que mesclava (propositalmente?) irresponsabilidade financeira, certo autoritarismo (na relação com o Conselho Universitário), e doses de populismo, gastava o que devia e o que não devia em obras de grande visibilidade, bolsas de todos os tipos, vistosas “embaixadas” da universidade em Cingapura, Londres e Boston, e alguns merecidos benefícios a docentes e funcionários, cujo patamar salarial sempre foi muito aquém do que deveria ser (conseguindo assim acalmar os ânimos grevistas em sua gestão).

Terminado seu mandato…

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Capitalismo Liberal Já Era!

Celso Furtado, o pensador, o visionário e filósofo social que no pós segunda guerra percebeu que o mundo passava por um rearranjo de forças de grandes transformações e alertou a sociedade tupiniquim, “foi um bonde chamado desejo”, meio século depois ele voltou a alertar:
(…) Celso Furtado, olhando para frente no horizonte de duas a três décadas no final do século XX, já vislumbrava e alertava-nos. sobre o futuro, entre Ocidente e o Oriente:

(…) “O interesse crescente pelos trabalhos científicos e suas aplicações tecnológicas é traço marcante da civilização ocidental. As grandes civilizações orientais haviam amealhado uma massa enorme de conhecimentos, mas não chegaram a captar as complexas relações entre conhecimento ordenado (ciência), a riqueza ordenada (bens e serviços), e a faculdade normativa de exercer o poder. Hoje, esse quadro já não é mais o mesmo: as posições de vanguarda do Ocidente na ciência e em suas aplicações, que o singularizaram até o fins do século XIX, esvaneceram-se nos últimos decênios do século XX. Com efeito, as projeções mais recentes a respeito da distribuição espacial dos frutos do desenvolvimento, tanto econômico como científico, indicam que nos próximos dois a três decênios o mundo Oriental terá alcançado, ou mesmo superado, o Ocidente.” (“A responsabilidade dos cientistas” – Discurso de Posse na ABL, 04 de julho de 2003 – Celso Furtado Essencial, 2013 p: 489).
https://engenhonetwork.wordpress.com/2013/10/03/celso-furtado-e-o-ocidente-em-state-of-denial/

Cidadania & Cultura

Repartição da Produção Mundial 1700-2012

Não foi à toa a repercussão mundial do livro “O Capital no Século XXI” de autoria de Thomas Piketty. Desconsiderando as costumeiras querelas, rusgas, disputas, desavenças e rixas entre intelectuais e suas escolas de pensamento econômico, a obra prima disponibilizou, inclusive via web, séries temporais em longo prazo jamais montadas através de extrapolação de tendências históricas.

Por exemplo, no gráfico com a repartição da produção mundial entre 1700 e 2012, percebe-se que o PIB europeu representava 47% do PIB mundial em 1913, antes da Primeira Guerra Mundial, e caiu para 25% em 2012. As Américas, no ano inicial dessa série, era formada por colônias britânicas, francesas, espanholas e portuguesas. Sua produção era quase toda contabilizada como matérias primas ou alimentos consumidos nas metrópoles europeias. Até a África a superava em termos relativos. Em 1700, a Ásia possuía mais de 60% da produção mundial. Daí em diante, sua…

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Espetáculo de sonhos, os olhos da alma, os olhos da vida

Caros geonautas,

Hoje voltei à minha infância, voltei meio século no tempo, no tempo em que para aprender a nadar, minha mãe sugeriu-me, “se você engolir um peixinho vivo, vai aprender fácil fácil“, o que fiz, engolindo uma pequena piquira, e a mágica se fez.

O espetáculo “Presente de Vô”, é uma beleza, um masterpiece, como disse a diretora do espetáculo, Regina Bertola, “com sonhos e trabalho, acontece até milagre”, e adicionou, “os sonhos são os olhos da vida”, eu complementaria, um espetáculo maravilhoso, de sonhos, magias, que são os olhos da alma. Parafraseando Harold Bloom, o homem que inventou o ser humanos que somos hoje, Shakespeare: “Somos feitos da matéria dos nossos sonhos“.

Procure, descubra por onde esses encantadores da alma vão se apresentar e leve as crianças, você vai despertar a criança que existe dentro de você. “Para ver bem é preciso ter imaginação“.

Página no facebook: https://www.facebook.com/grupopontodepartida

Sinopse: SESC Belenzinho: Presente De Vô

Teatro Presente de Vô GUTO MUNIZ alta3

O espetáculo marca o lançamento da coleção Presente de Vô, em parceria com o Programa Natura Musical, como parte da comemoração da parceria de quinze anos entre o coro Meninos de Araçuaí e o grupo Ponto de Partida.  O repertório mescla cirandas guaranis, cantigas de ninar africanas, batuques aprendidos com avós do Vale do Jequitinhonha, aleluias misturados a vozes indígenas, Tom Jobim, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Milton Nascimento, canções do folclore português – ou recolhidas nas andanças antropológicas de Mário de Andrade – e músicas compostas originalmente para a trilha sonora de quatro histórias para lá de fantasiosas que nos fazem olhar, com um carinho muito especial, para a nossa herança.

Cada música é alinhavada por histórias emocionantes com personagens que vivem situações absurdas e divertidas acerca da perda ou do resgate da memória e dos sonhos, inspiradas no universo do escritor moçambicano Mia Couto.

O grupo Ponto de Partida surgiu na cidade mineira de Barbacena, com amplo repertório de espetáculos em seus trinta e três anos de trajetória. Há quinze anos assumiu a direção artística do Coro Meninos do Araçuaí, em parceria ora comemorada pelo lançamento da coleção e do espetáculo Presente de Vô.

Concepção: Ponto de Partida. Direção geral e dramaturgia: Regina Bertola. Texto: Ponto de Partida, com citações de Mia Couto. Músicas originais: Pablo Bertola, Lido Loschi, Júlia Medeiros e Pitágoras Silveira. Arranjos: Pau Brasil, Gilvan de Oliveira, Pablo Bertola e Pitágoras Silveira. Direção musical: Felipe Moreira. Direção de produção: Júlia Medeiros e Pablo Bertola. Realização: Ponto de Partida, CPCD e Ministério da Cultura. Patrocínio: Natura. Assessoria de imprensa nacional: Vicente Negrão.

Duração: 80 minutos
Local: Teatro

Cenário Internacional

Caro Fernando,
Gostei da análise, muito bom, mas, porém, todavia,…., o alter ego humano ocidental, ainda olha muito para seu umbigo, claro nem todos, incluindo David Levy, que diz em forma codificada:
(…) Levy acha que a origem dos males econômicos do mundo é muito mais complexa e profunda do que pensam os investidores focados no colapso do mercado imobiliário. O problema não se resume ao fato de os americanos terem assumido contratos de crédito imobiliário que não tinham condições de pagar. Estaria, isso sim, no excesso de empréstimos de muitos tipos tomados em muitos países, tanto por empresas como por pessoas físicas. Esse excesso de endividamento começou há tanto tempo – Levy o atribui à década de 1980 nos EUA – que as pessoas perderam a noção de quanto é prudente assumir em termos de dívidas”.
Herodotus, há 2500 anos: “O Oriente é o berço de toda a civilização e toda a sabedoria”.
E sobre aquele pedacinho do mundo, na qual já tem hoje, mais da metade da população mundial, segundo os dados globais, diz Martin Jacques (http://www.martinjacques.com/), e também no estudo da McKinsey entre a crise no ocidente e a China:

McKinsey Global Institute – Report: China’s digital transformation
With more than 600 million users, China is already the world’s largest Internet market, but its economy is on the cusp of an even greater transformation as more businesses go digital. A recent report from the McKinsey Global Institute finds that new applications of the Internet in key sectors of the Chinese economy could account for up to 22 percent of the country’s GDP growth from 2013 to 2025. more:
http://www.mckinsey.com/insights/high_tech_telecoms_internet/chinas_digital_transformation?cid=other-eml-nsl-mip-mck-oth-1408

Cidadania & Cultura

Cenários

Bernanrd Condon (AP apud Valor, 24/07/14)  acha que, no momento mesmo em que a economia dos EUA se fortalece, outros países ameaçam retardá-la.

Empresas americanas estão criando vagas no ritmo mais forte desde o fim da década de 90, e a economia do país finalmente parece pronta para crescer a um ritmo saudável. Mas a fragilidade do crescimento de França, Itália, Rússia, Brasil e China sugere que o velho chavão “quando os EUA espirram, o resto do mundo pega pneumonia” pode ter de ser mudado. Talvez o resto do mundo é que vai espirrar desta vez, e os EUA é que vão pegar pneumonia.

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Nosso planeta terra, nossa casa – HD

Caro Reinaldo Cristo,

Se me permite, gostaria colocar um pouco de pimenta nesse debate, e acrescentar sobre os que querem falar como, digamos, a ciência da certeza do século XIX, que começou a se desmoronar com Henri Poincaré no final do século XIX, mais continua incrivelmente de pé ainda no século XXI, ou melhor, os cientistas que querem, dessa forma, ocupar o lugar de “Deus”:
(…) os cientistas “de ideologia fundamentalista”, dizem que temos 10 anos para mudar a maneira como vivemos, evitar o esgotamento dos recursos naturais e a evolução catastrófica do clima da Terra”.

Alan Watts breaks down what’s wrong with the world (1970)

(…) “and here are all these briliant people, and it´s came over us that we really didn´t know what we ought to say. I mean you can scream and create a state of panic, but that won´t do any good; and when came down to it, we didn´t what we ought to say becouse we ´really don´t know what to do.”

Capítulo 11 – VERDADE E BONDADE

“As variações da ciência dependem das variações das
necessidades humanas, e os homens de ciência costumam
trabalhar, quer queiram, quer não, consciente ou
inconscientemente, a serviço dos poderosos ou do povo, que
lhes pedem confirmação de suas aspirações.”

“O conhecimento está a serviço da necessidade de viver… E
essa necessidade criou no homem os órgãos do conhecimento…
O homem vê, ouve, apalpa, saboreia e cheira aquilo que precisa
ver, ouvir, apalpar, saborear ou cheirar … Os parasitas que, nas
entranhas dos outros animais, vivem dos sucos nutritivos por
estes preparados, como não precisam de ouvir ou ver, não
ouvem nem vêem … Para estes parasitas não deve existir nem o
mundo visual nem o mundo sonoro.”
Miguel de Unamuno
(Rubem Alves – Filosofia da Ciência, pág. 150; 1981)

E la nave va

{RCRISTO - Tecnologia, Informação, conhecimento}

“Vivemos em tempos excepcionais. Os cientistas nos dizem que temos 10 anos para mudar a maneira como vivemos, evitar o esgotamento dos recursos naturais e a evolução catastrófica do clima da Terra. As apostas são altas para nós e nossos filhos. Todos devem participar no esforço, e HOME (nossa casa) foi concebido para levar uma mensagem de mobilização para cada ser humano.

Maravilhoso documentário com belíssimas imagens e linda música de Armand Amar. Excelente para ser passado numa sala de aula, certamente irá despertar muitas consciências para os perigos do atual rumo civilizatório. HOME mostra as origens da vida no planeta e o equilíbrio existente entre as espécies. Revela a atuação do homo sapiens (nós), que em apenas 50 anos, dos seus 200 mil anos de existência, está mudando completamente as características da vida no planeta, que existe há 4 bilhões de anos. O filme clama pela atitude do indivíduo…

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