Entrevista de L. Boff: “Dentro do sistema capitalista, não há salvação para a Terra e a Humanid

Leonardo Boff

Muitos solicitaram a divulgação desta entrevista que dei ao Portal SUL 21 a Debora fogliatto em Porto Alegre no dia 24 de julho. Como toda entrevista falada, há cortes e incompletudes próprias do discurso falado. Fiz pequenas correções para facilitar o entendimento. Mas ela ficou como foi publicada com as limitações linguísticas e estililítiscas deste gênero de publicação. Lboff

Débora Fogliatto- Sul 21

<http://i2.wp.com/www.sul21.com.br/jornal/wp-content/uploads/2014/07/201407250005-leonardo-boff-por-ramiro-furquim-_oaf5940.jpg>

Um dos mais conhecidos teólogos do Brasil, Leonardo Boff é um nome atualmente aclamado em todo o mundo, mas que já foi muito marginalizado dentro da própria Igreja em que acredita. Nos anos 1980, o então frade foi condenado pela Igreja Católica pelas ideias da Teologia da Libertação, movimento que interpreta os ensinamentos de Jesus Cristo como manifesto contra as injustiças sociais e econômicas.

Aos 75 anos, Boff é um intelectual, escritor e professor premiado e respeitado no país, cuja opinião é ouvida por personalidades com…

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As ameaças da Grande Transformação(I)

Alan Watts das criticas a Carl Jung entre ocidente e oriente. Ele fala em 1971, apesar do título do vídeo dizer em 1970, mas é o tempo da Califórnia da geração beatniks dos anos 50, geração hippies dos anos 60/70 e da contra cultura, ou em outros palavras, como escreveu e cantou por toda uma geração, Bob Dylan, “The answser my friend is blowing in the Wind, the anwser is blowing in the Wind”, nesse contexto, a geração “nerds” é um detalhe desse caldeirão de cultura do pós guerra até os nosso dias, e nesse ponto eu estou de acordo com o que diz Steve Jobs na entrevista de 1995, quando foi perguntado se ele era nerds ou hippie: “sempre fui hippie”.
Alan Watts breaks down what’s wrong with the world (1971)

Leonardo Boff

A Grande Transformação consiste na passagem de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado. Ou em outra formulação: de uma sociedade com comercado para uma sociedade só de mercado. Mercado sempre existiu na história da humanidade, mas nunca uma sociedade só de mercado. Quer dizer, uma sociedade que coloca a economia como o eixo estruturador único de toda a vida social, submetendo a ela a política e anulando a ética. Tudo é vendável, até o sagrado.

Não se trata de qualquer tipo de mercado. É o mercado que se rege pela competição e não pela cooperação. O que conta é o benefício econômico individual ou corporativo e não o bem comum de toda uma sociedade. Geralmente este benefício é alcaçado às custas da devastação da natureza e da gestação perversa de desigualdades sociais. Nesse sentido a tese de Thomas Piketty em O capital no século XXI é irrefutável.

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O humor como expressão de saúde psíquica e espiritual

A memória e o humor do garoto que fui há quase meio século, e a constatação da estrutura patrimonialista autoritária secular das instituições e das pessoas no poder, por menor que seja, de nossa história:
A “Carteirinha de Estudante” (1974), o Diretor e Eu (garoto)
Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, dom, 03/02/2013
http://advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/a-%E2%80%9Ccarteirinha-de-estudante%E2%80%9D-1974-o-diretor-e-eu-garoto

Prova no mimeógrafo, perdi a prova, mas não a piada
Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, qui, 24/01/2013
http://advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/prova-no-mimeografo-perdi-a-prova-mas-nao-piada

Leonardo Boff

Todos os seres vivos superiores possuem acentuado sentido lúdico. Basta observa os gatinhos e cachorros de nossas casas. Mas o humor é próprio só dos seres humanos. O humor nunca foi considerado tema “sério” pela reflexão teológica, sabendo-se que ele se encontra presente em todas as pessoas santas e místicas que são os únicos cristãos verdadeiramente sérios. Na filosofia e na pscinálise teve melhor sorte.

Humor não é sinônimo de chiste, pois pode haver chiste sem humor e e humor sem chiste. O chiste é irrepetível. Repetido, perde a graça. A historieta cheia de humor conserva sua permanente graça; e gostamos de ouvi-la repetidas vezes.

O humor só pode ser entendido a partir da profundidade do ser humano. Sua característica é ser um projeto infinito, portador de inesgotáveis desejos, utopias, sonhos e fantasias. Tal dado existencial faz com que haja sempre um descompasso entre o desejo e a realidade, entre…

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Ondas de Inovações Tecnológicas

Caros,

(…) “Gordon costuma mostrar imagens de uma descarga de banheiro e de um iPhone e perguntar: “De qual dos dois você abriria mão?””

Em 2011, Vinod Khosla, numa palestra na Índia, disse: “A Índia tem hoje, 300 milhões de pessoas que tem celular e não têm banheiro, ou seja, entre comprar um celular ou um banheiro, optaram pelo celular.”
Keynote: What gets Vinod Khosla excited even after 30 extraordinary years
Enviado em 28/11/2011
What are the trends that will shape the technology industry in the next decade? And what does it mean to India? As an extraordinary player at the epicenter of innovation for the last 30 years, Vinod Khosla will share his views.

Cidadania & Cultura

[image]

[image]Timothy Aeppel (The Wall Street Journal, 20/06/2014) escreveu reportagem a respeito do futuro da inovação e do crescimento, sobre o qual Robert Gordon (dir.) e Joel Mokyr estabelecem um confronto entre um pessimista e um otimista.

Robert Gordon, um economista de 73 anos, acredita que os bons tempos já passaram. Depois de um século de inovações revolucionárias que geraram crescimento, o progresso humano está ficando cada vez mais lento, diz. Já o também economista Joel Mokyr, que tem 67 anos, imagina o surgimento de uma nova era de invenções, inclusive terapias genéticas para prolongar a vida e sementes milagrosas que podem alimentar o mundo sem a necessidade de fertilizantes.

Os dois conceituados colegas, que há 40 anos são professores na Universidade Northwestern, no Estado americano de Illinois, representam polos opostos do debate sobre o futuro da economia do século XXI:

  • de um lado, rápida…

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Ideias Inatas: O Que A Experiência Não Pode Ensinar

Cidadania & Cultura

tirinhas nietzsche

De acordo com Andrew Pessin, em Filosofia em 60 Segundos, muito do que aprendemos sobre o mundo se dá por meio da experiência sensorial.

Isso pode tentá-lo a pensar que no nascimento nossa mente está como uma lousa em branco: vazia de conteúdo, esperando para ser preenchida pelas experiências.

Mas enquanto nosso corpo está realmente nu ao nascermos, nossa mente não está: chegamos a este mundo com um saudável estoque de ideias inatas.

A prova é o fato de que quando adultos somos possuídos por ideias de que a experiência sensorial em si simplesmente não poderia nos fornecer.

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QUANDO O PENSAMENTO É UMA MORADA

Quando o pensamento é uma morada, por Fernanda Carlos Borges

 
          Quando colocamos nossas ideias em palavras agimos como um engenheiro que planeja uma casa segura e também como um arquiteto que projeta nela o prazer estético, pois ninguém vive apenas de segurança… Não moramos apenas dentro de casas, sob os telhados e envolvidos em paredes, também moramos dentro das estruturas formadas pelo que pensamos e há nelas sempre algo de estético: uma determinada sensibilidade, formas de sentir e de perceber. Buscamos abrigo dentro dos nossos pensamentos como nos abrigamos dentro das nossas casas. Quanto mais conseguimos representá-lo em palavras mais abrigados nos sentimos. E como as casas podem ser iguais, semelhantes e diferentes umas das outras, assim também são os pensamentos representados na forma de palavras. Algumas casas são mais fechadas e outras mais abertas, algumas tradicionais e outras modernas, modestas e luxuosas, espaçosas e práticas, excêntricas e básicas. Algumas casas estão sempre abertas para receber os amigos. Outras fechadas para a exclusividade da família. Tem de tudo, assim como há de tudo nas moradas do pensamento. Com frequência sonho com o interior de casas. Os sonhos têm sempre o mesmo padrão: entro em uma casa que é minha e, ao andar por ela, descubro novos cômodos dos quais eu não tinha conhecimento no início. Há uma sensação de aventura ao descobrir estes novos espaços e meus sentimentos são de surpresa e gratidão. Somente agora me ocorre que estes sonhos podem representar as adaptações às novas circunstâncias, como formas de pensar e de agir que se transformam e evoluem, como a casa que cresce. Há em nós, sempre, capacidades latentes e desconhecidas que se manifestam ao longo das exigências da vida. Novas formas de elaborar a ação e a percepção da realidade, e que fomam novas moradas subjetivas. Quando conversamos com os outros é como se estivéssemos fazendo uma visita às suas casas-pensamento. Como se, num outro plano espaço-temporal, estivéssemos simultaneamente visitanto e sendo visitados. Algumas dessas moradas nos parecem hostis, outras confortáveis e ainda outras instigantes. Algumas parecem mal-ajambradas, outras bem planejadas e ainda outras demasiado improvisadas. Dá trabalho transformar pensamentos em palavras. Encontrar as palavras certas é sempre um alívio e não encontrá-las pode ser o início do caos. As palavras são sempre o contorno do pensamento, embora o fluxo do pensamento sempre o ultrapasse. Enquanto as palavras formam a estrutura da morada dentro da qual nos sentimos seguros, o fluxo do pensamento é o que abre as portas e vai á rua suscetível ao inesperado. Quando volta, sendo tocado, quer fazer reformas: trocar cortinas, pintar paredes, consertar as palavras e os conceitos que se deterioraram com o tempo. E assim a construção nunca termina, como nos meus sonhos com casas vivas, quase dançantes. Bem vindos, meus queridos leitores, às constuções das minhas moradas.
 

Stop lecturing China over human rights and start learning Chinese culture, says Jacques

Britain must stop lecturing China over human rights and start learning about Chinese culture or risk being marginalised in the new world order, a leading authority on China has warned.

Speaking at an event in Yorkshire, the author and academic Martin Jacques questioned whether the declining West could “grasp the future” and engage with China, which earlier this year overtook the United States as the world’s largest economy in purchasing power parity.

The shift in global power will have a profound political, intellectual, cultural and moral impact on international affairs, added Mr Jacques.

Mr Jacques said: “Britain is still caught in an obsolescent mindset, where we are still living in a world we are accustomed to rather than a world that is coming into existence.

“This requires a dramatic change in the way in which we think of ourselves and we think of the rest of the world and our place in the world.

“The arguments over Britain’s relationship with the European Union are a sideshow because that’s arguing over the placement of the furniture, it is not arguing about the shape of the house.

“The shape of the house is going to change very profoundly.”

The author of best-selling book When China Rules The World was speaking at an event to commemorate the 10th anniversary of a partnership between Leeds Metropolitan University and the College of Management at Zhejiang University of Technology, Hangzhou, China.

He explained to an audience of Yorkshire business leaders and academics how China, a nation of 1.3bn people, has been through a process of radical transformation since launching a programme of reforms in 1978.

China’s economy has grown at a rate of 10 per cent a year and by 2030 is forecast to be twice the size of the US economy and greater than the US and European economies put together, according to Mr Jacques.

He said Chinese people are very optimistic about their future prosperity, compared to those in the West who are displaying levels of pessimism not seen since the 1930s.

But as China becomes the dominant global player it is a mistake to think it will become more Western, argued Mr Jacques.

“This is own hubris, this is our own arrogance. China is different,” he said.

Instead, the West must work to understand China and its history and culture, he added.

Mr Jacques described China as a “civilisation state” with more than 2,000 years of history, which places great importance on unity, stability and order.

In contrast, the default mode of Europe is fragmentation into lots of nation states, he said. And just because past empires of the West were aggressive and expansionist, it does not follow that China will be the same; Mr Jacques said China has a “stay at home” sense of universalism. He added: “Their attitude is ‘we are the most developed part of the world, our culture and our civilisation is superior to all others so why would we want to step outside China into darkened shades of barbarity?’”

China will seek to exercise its power and influence, but through economic and cultural means rather military or political, he added. As a consequence, for Westerners the world will become increasingly less familiar.

“We have been very privileged. The furniture of the world has been our furniture, our creation. That’s not going to continue in the future,” he warned.

“The question is, can we adapt to this? This is going to be an enormous historical shock.”

In response, Britons should learn Mandarin and political leaders should stop lecturing their Chinese counterparts over human rights and learn about Chinese culture.

– Bernard Ginns